Bolsonaro sobre salário de R$ 15 mil: "Tem gente que só tem isso para sobreviver"

Bolsonaro sobre salário de R$ 15 mil: "Tem gente que só tem isso para sobreviver"

Em live semanal, presidente comentou sobre os vencimentos do presidente da Anvisa, Antônio Barra Torre

AE

Atualmente, no Brasil, o salário mínimo é de R$ 1.100

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O presidente Jair Bolsonaro disse que existem pessoas que têm "apenas" um salário de R$ 15 mil para sobreviver. O comentário foi feito durante live semanal nas redes sociais, nesta quinta-feira, ao falar sobre os vencimentos do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torre.

"Os diretores de agência têm mandato. Qual é seu prazo de validade?", questionou Bolsonaro a Barra Torre. "Como remédio, é cinco anos", disse o diretor da Anvisa. "Qual é o salário bruto na Anvisa?", perguntou Bolsonaro. "Algo em torno R$ 14 mil reais", respondeu Barra Torre.

"R$ 14 mil ou R$ 15 mil. Então, é um indicativo também, porque todo mundo tem de sobreviver, tem de trabalhar para sobreviver. No caso, você é um almirante, está na reserva, tem os seus proventos, isso aí é complementar para você. Agora, tem gente que é só isso para sobreviver. Então, analise, por parte de vocês, o quão atrativo é ou não é uma agência dessa", disse o presidente.

Atualmente, no Brasil, o salário mínimo é de R$ 1.100. No trimestre encerrado em setembro de 2019, 27,3 milhões de pessoas recebiam até um salário - um terço do total de trabalhadores do País. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

Sem citar o nome do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que falou em "enquadrar" a Anvisa, Bolsonaro reiterou que não faria qualquer intervenção na agência e sugeriu que o deputado não falava em seu nome.

"Claro que se o Papa vai falar contigo, vamos dar atenção para ele. Agora, não pode, porque recebeu o Francisco, que vai ser em nome dos católicos, que está acontecendo. Então qualquer pessoa que vá na Anvisa não vai usar o título dele. Da minha parte ninguém", afirmou.

"Agora, uma agência não pode sofrer pressão de quem quer que seja. Eu posso é conversar com o pessoal, sem problema nenhum", acrescentou.

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