“Bolsonaro tentou sabotar medidas para conter Covid-19”, diz relatório de ONG

“Bolsonaro tentou sabotar medidas para conter Covid-19”, diz relatório de ONG

Human Rights Watch criticou governo por subestimar pandemia, além de destacar brutalidade policial

R7

ONG criticou a gestão do governo brasileiro durante a pandemia do coronavírus e destacou que o presidente tentou sabotar a contenção da pandemia

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O governo de Jair Bolsonaro foi duramente criticado pela ONG internacional Human Rights Watch (HRW), que divulgou nesta quarta-feira a 31ª edição do relatório anual sobre os direitos humanos em mais de 100 países.

A ONG critica a gestão do governo brasileiro durante a pandemia do novo coronavírus e destaca que o presidente tentou sabotar a contenção da pandemia, minimizou os riscos de transmissão da doença e fez diversas trocas na liderança do Ministério da Saúde.

“O presidente Bolsonaro subestimou a Covid-19, que ele chamou de ‘gripezinha’; se recusou a tomar medidas para se proteger; disseminou informações erradas; e tentou bloquear Estados de impor distanciamento social. A administração dele tentou esconder informações sobre a covid-19 do público. Ele demitiu o ministro da Saúde por defender as recomendações da Organização Mundial da Saúde e o substituto se demitiu por se opor à defesa do presidente de uma droga não eficaz no tratamento da Covid-19”, resumiu o documento.

A HRW enfatizou também que a população negra e indígena são as mais vulneráveis na pandemia pela falta de acesso à saúde e ressaltou que a pandemia chegou aos presídios lotados, onde não tem médicos para atender os presos.

O Brasil tem mais de 204 mil mortes e 8,19 milhões de casos de Covid-19.

Violência e brutalidade policial

O relatório chama a atenção para o número de assassinatos por policiais no Rio de Janeiro em 2020, que foi o mais alto desde 2003, com 744 mortes, apesar da queda no número de crimes por conta das medidas de restrição durante a pandemia. O número de assassinatos em todo o país subiu 6% no ano passado.

“Enquanto algumas mortes por policiais são em legítima defesa, muitas outras são resultado de uso excessivo de força. Abuso policial contribui para um ciclo de violência que prejudica a segurança pública e coloca em risco a vida de civis e policiais”, diz o documento.

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