Brasil tomará providências sobre assassinato de brasileira na Nicarágua, diz Temer
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Brasil tomará providências sobre assassinato de brasileira na Nicarágua, diz Temer

Morte de estudante pernambucana ainda é mistério no país

Por
AE

Raynéia Gabrielle Lima foi assassinada na última segunda-feira

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O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira que o Brasil não pode admitir a morte da estudante Raynéia Gabrielle Lima, de 31 anos, sem tomar providências a respeito. Ela vivia na Nicarágua e foi assassinada a tiros em circunstâncias ainda não esclarecidas. A pernambucana cursava medicina na Universidade Americana, em Manágua, capital do país.

"Não é possível que nós simplesmente admitamos a lamentável morte de uma brasileira, sem que tomemos as devidas providências", disse Temer após reunião com o presidente da China, Xi Jinping, pouco antes da abertura oficial da 10ª Cúpula dos Brics, na África do Sul. "Estamos tomando todas as medidas anunciadas pelo nosso embaixador e ministro das Relações Exteriores para solucionar (o caso) o mais rápido possível."

O Itamaraty cobrou explicações do presidente Daniel Ortega, alvo de uma série de protestos nos últimos meses. Os atos têm sido reprimidos por forças de segurança leais ao governo, entre oficiais e paramilitares, além de partidários do mandatário.

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Embora o governo nicaraguense não divulgue dados oficiais, entidades de direitos humanos do país calculam que mais de 300 pessoas já morreram no levante de oposicionistas à reforma da Previdência promovida por Ortega - o estopim das manifestações. Além de pedir explicações à Nicarágua, o Ministério das Relações Exteriores convocou para consultas o embaixador brasileiro no país caribenho, Luís Cláudio Villafañe Gomez Santos.

"Como manifestação de sua profunda indignação com a trágica morte da estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, em Manágua, e para que ele possa informar pessoalmente sobre o ocorrido, além da situação do país, o governo brasileiro chamou para consultas o embaixador do Brasil na Nicarágua, Luís Cláudio Villafañe Gomez Santos", disse o Itamaraty em nota.

O Ministério também condenou "o aprofundamento da repressão, o uso desproporcional e letal da força e o emprego de grupos paramilitares em operações coordenadas pelas equipes de segurança". O órgão também repudiou "a perseguição de manifestantes, estudantes e defensores dos direitos humanos". "O governo brasileiro volta a solicitar que o governo da Nicarágua garanta o exercício dos direitos individuais e das liberdades públicas. O governo reforça que as autoridades nicaraguenses devem enviar todos os esforços necessários para identificar e punir os responsáveis pelo ato criminoso", afirmou o Itamaraty em outro comunicado.

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