Câmara de Porto Alegre rejeita a admissibilidade do pedido de impeachment contra Marchezan
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Câmara de Porto Alegre rejeita a admissibilidade do pedido de impeachment contra Marchezan

No voto, o vereador Roberto Robaina anunciou a coleta de assinaturas para criar uma CPI

Por
Correio do Povo*

Pedido contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior foi rejeitado

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Com informações do repórter Luiz Sérgio Dibe

A Câmara de Vereadores rejeitou, por 22 votos a 11, a admissibilidade do pedido de impeachment contra o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), na tarde dessa segunda-feira. A proposta voltou a ser discutida depois de ter os debates suspensos na semana passada em uma sessão conturbada que culminou em retirada de quórum.

Votaram a favor da abertura do procedimento vereadores do PSol, PT, PDT, PSB e Novo. Uma falha no painel de votações obrigou os 33 votantes a declararem seu voto ao microfone no plenário.

No voto, o vereador Roberto Robaina (PSol) anunciou ter dado início à coleta de assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com argumentos semelhantes aos da denúncia que orientou o pedido de impeachment. 

As declarações no momento do voto propiciaram um princípio de confusão envolvendo Paulinho Motorista (PSB) e Wambert Di Lorenzo (PROS). Ambos expressaram divergências com relação ao voto do outro. A discussão aproximou os dois vereadores que continuaram discutindo em tom forte e gestos ríspidos. Os parlamentares foram contidos pelos colegas, sendo que Paulinho deixou o plenário logo em seguida. Mais tarde, ambos voltaram a se aproximar e selaram as pazes com um aperto de mãos.  

O líder do governo na Câmara, Mauro Pinheiro (Rede), manifestou-se após a votação criticando a posição de vereadores do PT, dizendo que "curiosamente bancada do PT votou a favor deste pedido de impeachment. Mas qualificou como golpe o impeachment de Dilma", postou na rede social. 

Esse foi o quarto pedido de impeachment contra o prefeito rejeitado pelo plenário. A recente denúncia elenca uma série de irregularidades supostamente cometidas pelo prefeito. Entre elas, a prática de nepotismo, descumprimento de lei, irregularidades nas contratações do Banco de Talentos, favorecimento de empresas no transporte público, desrespeito no repasse de informações, assédio moral e locação irregular de um imóvel.