Política

CMO conclui votação de um projeto sobre regras do Orçamento e suspende sessão

A reunião foi adiada após discordâncias entre os parlamentares

Na reunião, apenas um dos três projetos encaminhados pelo governo foi aprovado
Na reunião, apenas um dos três projetos encaminhados pelo governo foi aprovado Foto : Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) suspendeu a sessão e adiou para esta quarta-feira, a votação dos projetos que alteram as regras do Orçamento e garantem ao Congresso o controle sobre uma fatia do Orçamento em 2020, período de eleições municipais.

A reunião foi adiada após discordâncias entre os parlamentares. A principal resistência está no Senado. Parlamentares falam que ainda não ficou claro como será a distribuição dos recursos de emendas a serem negociadas com os senadores.

Na reunião da CMO, apenas um dos três projetos encaminhados pelo governo foi aprovado. A proposta garante ao Executivo autonomia para ditar o ritmo de liberação das emendas parlamentares, apesar de o controle sobre o destino ficar com o Congresso.

Os valores serão discutidos em outros dois projetos, que devem votados na quarta. O mais polêmico deles garante poder para o Congresso definir o destino de R$ 15 bilhões a 17,5 bilhões em emendas indicadas pelo relator do Orçamento.

Alterações

O projeto aprovado foi alterado para dificultar a possibilidade de o governo mudar o destino das emendas parlamentares, recuperando conteúdo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Se o Executivo quiser tirar recursos de uma área escolhida pelos deputados e senadores e colocar em outra, terá de encaminhar um projeto por lei. A proposta do governo autorizava a mudança por portaria.

Se o governo for bloquear o pagamento das emendas ao longo do ano, terá de fazer o corte na mesma proporção das despesas sob controle dos ministérios, determina a proposta aprovada. Isso garante que os recursos com a digital dos deputados e senadores tenham o mesmo tratamento do orçamento sob controle do governo.