Cresce articulação para Ranolfo Vieira Júnior ser o nome do PSDB à sucessão de Leite

Cresce articulação para Ranolfo Vieira Júnior ser o nome do PSDB à sucessão de Leite

Presidente do diretório tucano diz que vice será o 'candidato natural' em qualquer partido

Flavia Bemfica

Cresce articulação para Ranolfo Vieira Júnior ser o nome do PSDB à sucessão de Leite

publicidade

É cada vez mais forte dentro do PSDB gaúcho a articulação para que o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, hoje de saída do PTB, seja o candidato tucano à sucessão do governador Eduardo Leite (PSDB). A negociação tem condução do próprio governador, que segue convicto em sua disposição de obter a indicação do partido para ser o candidato do PSDB à presidência da República em 2022. Ranolfo despacha diariamente com Leite, intensificou ainda mais a participação em reuniões e cerimônias do Piratini e não titubeia em se apresentar como o nome apto a, como diz, “legitimar a possibilidade de dar seguimento ao nosso projeto.”

“Sou aquele que esteve desde o primeiro momento em todas as decisões de governo, das mais fáceis às mais duras. Claro que, se o Eduardo fosse candidato à reeleição, possivelmente nós o apoiaríamos ou, então, repetiríamos nossa dobradinha. E certamente pela relação que tenho com o Eduardo, vou apoiá-lo no projeto dele, de disputar a presidência da República. Isto automaticamente me afasta de algumas agremiações partidárias”, resume o vice. De público, ele não confirma a ida para o PSDB. “Não está firmado ainda que meu destino seja o PSDB. Vamos avaliar qual partido se afina mais com as ideias do nosso grupo”, ressalva.

“O vice-governador, em uma administração na qual o titular não vai à reeleição, se transforma no candidato natural. É o candidato natural em qualquer partido no qual estiver. Mas não posso dizer que é pré-candidato do PSDB enquanto não estiver no partido. O convite já foi feito. O PSDB está de braços abertos para receber o Ranolfo”, elenca o presidente do diretório estadual tucano, deputado Lucas Redecker. A ideia do vice, contudo, é aguardar um pouco mais para anunciar sua sigla de destino, porque fará isto como integrante de um grupo de lideranças petebistas. Como parte delas tem mandato, há em curso uma negociação interna que trata das possibilidades da saída sem esperar pela janela partidária, que ocorrerá só em 2022. Os petebistas gaúchos avaliam desde medidas legais possíveis até um entendimento com a direção nacional que lhes permita deixar a sigla logo.

Ranolfo assumirá governo a partir de março   

Mesmo que o governador Eduardo Leite não obtenha sucesso em seu projeto de se tornar o candidato do PSDB à presidência da República em 2022, é remota hoje a possibilidade de que o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior não assuma o governo a partir de março do próximo ano. Porque, caso não consiga entrar na corrida presidencial, Leite deve seguir o plano inicial que já estava traçado em 2018 para que se tornasse uma liderança conhecida no país antes de alçar o voo mais alto: o de concorrer a uma vaga ao Senado. E, ao concorrer a qualquer outro cargo que não o próprio, o governador precisa se afastar.

Nos encaminhamentos feitos dentro do governo, a ideia é de que Ranolfo se apresente como aquele que dará continuidade a uma agenda de reformas e ajuste de contas públicas. E que se beneficiará, como coautor, de um conjunto de investimentos que Leite planeja anunciar nas próximas semanas. Na pior das hipóteses, caso se mostre inevitável um caminho de composição com outra grande sigla que exija a cabeça de chapa, o nome de Ranolfo permanecerá como com densidade para a vaga de vice.

Nesta semana, Ranolfo, deputados federais e estaduais, integrantes do primeiro escalão, ex-prefeitos e possivelmente alguns prefeitos, farão um novo anúncio público sobre a saída do PTB e a busca por novas siglas. No PSDB há tratativas envolvendo, além do vice-governador, os estaduais Aloísio Classmann e Luis Augusto Lara, e o secretário de Turismo, Ronaldo Santini.

Além dos tucanos, pelo menos outras três siglas estão no radar dos petebistas gaúchos para migração: Podemos, Republicanos e PSD. A deputada estadual Kelly Moraes e o filho, o deputado federal Marcelo Moraes, ainda devem aguardar para informar sua decisão e não está descartada a possibilidade de ingressar no PSD.  Ainda da bancada estadual, Elizandro Sabino por enquanto ficará no PTB e Dirceu Franciscon vem mantendo conversações com o Republicanos, assim como o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato. O federal Maurício Dziedricki aguarda para migrar para o Podemos.


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895