Crivella pede desculpas por responsabilizar a população por estragos da chuva

Crivella pede desculpas por responsabilizar a população por estragos da chuva

Prefeito da Capital admitiu problemas na conservação da cidade devido de investimento

AE

Zona Oeste do Rio de Janeiro foi a região mais afetada pelas chuvas

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Um dia após culpar "grande parte da população" pelos estragos causados pela chuva, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), disse nesta terça-feira que "talvez tenha" se expressado mal e pediu desculpas. Na segunda-feira, ao visitar o bairro de Realengo (zona oeste), um dos mais prejudicados pela chuva que atingiu o Rio de Janeiro desde sábado Crivella disse que "a culpa é de grande parte da população, que joga lixo nos rios frequentemente".

Revoltado, um morador não identificado lançou uma bola de lama contra o prefeito, atingido na cabeça e no ombro. Crivella ignorou o ataque e continuou a entrevista: "Chuva no Rio é sempre um problema, mas o pior é o lixo. Temos excesso de lixo nos rios, bueiros e encostas, e, quando vem a chuva, tudo desce. As chuvas são um problema, mas dessa vez nem foram as piores que enfrentamos. Temos que agir preventivamente para não jogar lixo nas encostas. Olha a grande quantidade, esse é o problema. Se não jogarem lixo no bueiro e na beira dos rios, melhora", afirmou Crivella.

Nesta terça-feira, o prefeito se reuniu por mais de duas horas com secretários municipais, no Centro de Operações Rio (unidade de monitoramento da cidade, na região central), e depois concedeu uma entrevista coletiva. Apesar das desculpas, ele citou novamente o problema do lixo: "Talvez eu tenha me expressado mal e quero até pedir desculpas, mas o apelo que faço é que a gente evite colocar lixo nas encostas", disse. Crivella admitiu problemas na conservação da cidade e culpou a falta de dinheiro: "A conservação da cidade realmente não está nem perto do que a gente gostaria. Nessa crise toda, nós tivemos que dar prioridade para a educação e a saúde", afirmou.

O prefeito anunciou que vai retomar negociações para desapropriar 200 casas no entorno do Rio Grande, em Jacarepaguá (zona oeste), um dos pontos mais atingidos pela chuva, e vai pedir ao governo federal recursos para construir um piscinão no Maciço da Pedra Branca, também na zona oeste, mas não deu prazo para que essas iniciativas se concretizem. 


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