Dallazen é o mais votado da lista tríplice para procurador-geral de Justiça
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Dallazen é o mais votado da lista tríplice para procurador-geral de Justiça

Governador terá duas semanas para nomear futuro chefe do MP

Por
Christian Bueller

Fabiano Dallazen venceu a eleição interna para o comando do Ministério Público ao receber 410 votos

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Pontualmente ao meio-dia deste sábado foi encerrada a eleição eletrônica que formaria a lista tríplice para a escolha do procurador-geral de Justiça, gestão 2019/2021. Passado menos de um minuto, o telão do Auditório Mondercil Paulo de Moraes do Ministério Público RS anunciou o resultado. O atual procurador-geral, Fabiano Dallazen, recebeu 410 votos (50,9%), Márcio Schlee Gomes obteve 342 votos (42,4%) e Luiz Henrique Barbosa Lima Faria Corrêa, 54 votos (6,7%).

“A vitória mostra o reconhecimento da classe sobre a articulação que fazemos com os poderes em favor da sociedade gaúcha. Liderar esta lista evidencia que estamos no caminho certo”, disse Dallazen, ao ser cumprimentado por Schlee Gomes, momentos após o anúncio. “Um processo extremamente positivo. Fizemos uma bela votação, pois fizemos uma oposição com seriedade”, ressaltou o segundo colocado. O presidente da Comissão Eleitoral, procurador de Justiça Paulo Emilio J. Barbosa, destacou a boa condução dos trabalhos durante o pleito, marcado pela tranquilidade, já que o processo todo ocorreu de forma eletrônica. “Tivemos 679 votos procuradores e promotores de Justiça que compõem o colégio eleitoral da instituição. Apenas quatro abstenções, o menor índice da história das eleições no MP”, saudou.

A relação dos nomes da lista tríplice será entregue segunda-feira, às 15h, ao governador Eduardo Leite pelo procurador-geral de Justiça interino, Sérgio Guimarães Britto, e pelos integrantes da Comissão Eleitoral do MP. “É 17ª eleição nestes moldes, de 1987 para cá. Há apenas dois pleitos que fazemos o método eletrônico, ou seja, ainda estamos em evolução. A meta é que a escolha do procurador-geral seja feita sem a interferência do Executivo”, destacou Britto. Não necessariamente o vencedor no pleito exerce o cargo, pois o nome é indicado pelo governador. Em 2009, Yeda Crusius escolheu a segunda colocada da tríplice eleita, o que causou desconforto em setores do MP por ter o apoio de menos da metade dos promotores e procuradores à época.

Eduardo Leite terá o prazo de 15 dias para escolher e nomear o futuro titular do cargo.