capa

Deputados do PSL chegam mais de sete horas antes da CCJ para garantir prioridade

Expectativa é que parlamentares protocolem requerimento para acelerar o debate na audiência

Por
AE

Deputado Loester Trutis (PSL-MS) foi um dos parlamentares que chegou bem cedo na audiência

publicidade

Na tentativa de dar celeridade à tramitação da reforma da Previdência, dois parlamentares do partido de Jair Bolsonaro chegaram antes das 7h à Câmara para entrar na fila da Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ). O colegiado tem reunião nesta segunda-feira à tarde para tratar de todos temas principais: a Proposta de Emenda à Constituição do Orçamento Impositivo e a Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência.

Os deputados Loester Trutis (PSL-MS) e General Girão (PSL-RN) garantiram o primeiro e o segundo lugar na ordem para apresentar requerimentos no colegiado. Eles se adiantaram mais de sete horas do início da sessão, marcada para as 14h. Eles não revelam a estratégia, mas devem tentar instrumentos para acelerar a tramitação da Previdência.

• Leia mais sobre a reforma da Previdência

A expectativa é que os deputados do PSL que madrugaram na fila protocolem requerimento para alterar a ordem dos trabalhos, ou seja, para que o debate das matérias ocorra antes do que a leitura das atas de outras sessões e do expediente, o que daria celeridade à pauta.

No terceiro lugar da fila, está a deputada Erika Kokay (PT-DF). O Centrão deve, na sequência, pedir a inversão da ordem, para priorizar o Orçamento Impositivo. Para barrar isso, o governo precisaria vencer nos votos, mas a probabilidade de que a base consiga impedir essa inversão é pequena.

O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou, ao visitar a fila, que a ideia é deixar todos os deputados inscritos debaterem a reforma e votar a matéria ainda na terça-feira.

Na sexta-feira, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), cedeu em parte à pressão vinda dos partidos de centro. O deputado decidiu pautar o texto que carimba valores maiores para emendas parlamentares de bancada, como o Centrão queria, porém, manteve a reforma da Previdência como a primeira discussão.