Dilma pede desculpa a cubano vaiado ao sancionar o Mais Médicos

Dilma pede desculpa a cubano vaiado ao sancionar o Mais Médicos

Presidente disse que 3,4 mil profissionais estarão atendendo no Brasil pelo programa

Correio do Povo

Dilma cumprimenta médico cubano Juan, vaiado ao chegar em Fortaleza por um grupo de brasileiros

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Na cerimônia de sanção da lei que institui o programa Mais Médicos nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff homenageou o médico cubano Juan Delgado – vaiado por um grupo de profissionais brasileiros em agosto na chegada a Fortaleza - e lhe pediu desculpas pelo constrangimento sofrido. “Quero saudar os médicos que vieram de longe para ajudar a saúde do nosso País", disse Dilma. “Uma das profissões mais generosas do mundo é a do médico. Quero dizer a vocês uma palavra bem simples: obrigada”, acrescentou a governante.

Antes da cerimônia, Dilma Rousseff usou o Twitter para anunciar que, até o final do mês de outubro, 3,5 mil profissionais estarão atendendo no Brasil através do Mais Médico. Até agora, os cerca de 1,3 mil contratados já realizaram cerca de 320 mil consultas. "O Mais Médicos é um dos programas que considero dos mais importantes do meu governo", reforçou Dilma em seu discurso.

O texto final do Mais Médicos foi aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada e transfere para o Ministério da Saúde a responsabilidade de emitir registro de médicos do programa. Os Conselhos Regionais de Medicina (CRM) permanecerão com a responsabilidade de fiscalizar o trabalho dos médicos do programa.

Lançado em 8 de julho deste ano pela presidente, o Mais Médicos faz parte de um pacto que visa a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes e periferias do País.

Os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos selecionados. Os brasileiros têm prioridade no preenchimento dos postos e as vagas remanescentes são oferecidas aos profissionais estrangeiros.

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