Diretor da Precisa diz que esteve em eventos com Flávio Bolsonaro

Diretor da Precisa diz que esteve em eventos com Flávio Bolsonaro

Trento disse não conhecer mais ninguém da família Bolsonaro, mas senador diz que ele conhece o deputado Eduardo Bolsonaro

R7

O depoente negou conhecer o deputado federal Eduardo Bolsonaro

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Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta quinta-feira, o diretor da empresa Precisa Medicamentos Danilo Trento confirmou já ter comparecido a eventos públicos com o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). "Já estive em eventos institucionais com o senador Flávio. Eventos públicos, não institucionais, desculpa", afirmou. Ele respondia a um questionamento do relator Renan Calheiros (MDB-AL) se conhecia alguém da família do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Quando perguntado se Flávio tem alguma relação com a Precisa e seus proprietários, o depoente afirmou que a empresa não possui relação com o senador. Trento ainda disse que não conhece mais ninguém da família Bolsonaro. A Precisa Medicamentos firmou um contrato com o Ministério da Saúde em fevereiro deste ano para a venda de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, do laboratório Bharat Biotech.

Após denúncias da CPI, a Bharat rompeu acordo com a Precisa e, posteriormente, o governo federal cancelou o contrato. Os senadores suspeitam de tentativas de pagamento antecipado, sem entrega das vacinas. A empresa era beneficiada internamente nos contratos firmados com o governo.

O depoente negou conhecer o deputado federal Eduardo Bolsonaro. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), entretanto, afirmou que em conversas obtidas pela comissão do celular de Marconny Albernaz, apontado como lobista da Precisa, mostram que diálogos em que Trento teria dito a Marconny que Eduardo Bolsonaro o conhece.

Trento admitiu conhecer o advogado Marcos Tolentino, presidente de uma rede de televisão e apontado como sócio oculto da empresa FIB Bank, garantidora do contrato da Precisa Medicamentos. A garantia foi de R$ 80,7 milhões em imóveis. Tolentino nega ser sócio, mas a comissão apontou uma série de relações dele com empresas societárias do FIB Bank.

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