Eduardo Leite pode mudar projetos para ter apoio de aliados
capa

Eduardo Leite pode mudar projetos para ter apoio de aliados

Após críticas e manifestações públicas contrárias, governador realizou reunião na noite de ontem com parlamentares

Por
Correio do Povo

Leite participou de reunião para angariar apoio de aliados

publicidade

Diante das sucessivas críticas de deputados da base e na iminência de derrota em votação na Assembleia Legislativa, o governador Eduardo Leite realizou encontro fechado com os líderes de partidos aliados, nessa terça-feira à noite, no Palácio Piratini. O objetivo foi discutir o pacote protocolado e que, parte, passa a trancar a pauta de votações no dia 17 de dezembro. A intenção foi tentar negociar algumas possíveis mudanças e garantir apoio dos parlamentares. O pacote prevê a revisão das carreiras e da Previdência do funcionalismo. A proposta de maior polêmica até o momento é a que envolve a carreira do Magistério. 

O encontro ocorreu após um dia de fortes manifestações no Legislativo. Na tribuna, deputados da oposição fizeram duras críticas às medidas. Inclusive, o grande expediente foi ocupado pelo deputado Valdeci Oliveira (PT), que considerou o pacote como um “atestado de crueldade e desumanidade” emitido às vésperas do Natal. Nas galerias, representantes de diversas categorias acompanhavam as manifestações. 

 

 

Desde a semana passada, notas de reprovação, sobretudo à proposta que envolve os professores, foram se sucedendo entre os partidos. MDB, PP, PT, PSL, Republicanos e PDT publicaram textos contestando pontos do pacote. Ontem foi a vez do PSB. “Na análise dos projetos do governo, o PSB recusa-se a rejeitar o pacote como um todo, mas fará o exame fatiado do seu conteúdo, eliminando apoio a qualquer texto que contribua para a desigualdade, imediatamente ou ao longo do tempo, e que assegure privilégios”, diz trecho da nota emitida pelo partido. 

O líder do governo, Frederico Antunes (PP), disse à tarde que expressar publicamente posições não será o suficiente para promover alterações sobre as propostas. “Não adianta dizer que é contra, sem dizer as razões. É preciso que os críticos digam onde propõem alterações e que tipo de resultado terá esta medida”, pontuou. Antunes defendeu o que o governo entende como “necessidade” de realizar modificações nas carreiras públicas e afirmou que o Piratini está aberto ao diálogo.