1º bloco: Candidatos falam sobre educação, desenvolvimento e gestão participativa em Porto Alegre

1º bloco: Candidatos falam sobre educação, desenvolvimento e gestão participativa em Porto Alegre

Temas foram discutidos no debate da Rádio Guaíba e Correio do Povo na Amrigs

Henrique Massaro

Sistema foi o de perguntas diretas de um candidato para o outro, com direito a réplica e tréplica

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O primeiro bloco do debate com os candidatos à prefeitura de Porto Alegre promovido pela Rádio Guaíba e pelo Correio do Povo no Teatro da Amrigs foi marcado por discussões sobre Educação, gestão participativa e desenvolvimento econômico da Capital. O sistema utilizado foi o de perguntas diretas de um candidato para o outro, com direito a réplica e tréplica.

Manuela D’Ávila (PCdoB) foi a primeira a responder questionamentos. A candidata afirmou que, em primeiro lugar, considera importante e recuperação do ano letivo de 2020 e disse que a rede municipal apresenta melhores resultados nas escolas com mais horas-aula. Também falou que a Procempa pode disponibilizar a internet para crianças que não dispõem, garantindo o modelo de ensino híbrido. “Defendo que ampliemos, sim, com o novo recurso que virá com o Fundeb, as horas-aula do Ensino Fundamental.”

Juliana Brizola (PDT), que defendeu o modelo de escola em tempo integral implementado por seu avô Leonel Brizola. Ela ainda disse que desde o governo de Alceu Collares esse modelo não foi mais utilizado e que o contraturno escolar é diferente da proposta que defende. De acordo com ela, o modelo de tempo integral comprovadamente aumenta os índices do Ideb. “Educação será nossa prioridade.”

Sebastião Melo (MDB) afirmou que o desenvolvimento econômico deve ser o principal tema para a cidade. Segundo ele, a retomada deve ser feita com atitudes concretas, como licenciamentos mais rápidos, autolicenciamentos e autodeclaração de habite-se por parte dos empreendedores. Ainda mencionou que não pode ocorrer aumento de impostos e falou que é necessário promover regularização fundiária de mais de 800 áreas na cidade. “Tenho, desde que fui vereador e presidi a Câmara, muito compromisso com essas área de regularização.”

José Fortunati (PTB) afirmou que a cidade empobreceu nos últimos anos, aumentando a quantidade de pessoas em situação de rua. Disse que quer fazer um governo pautado pelo diálogo e, questionado sobre a ausência de políticas para mulheres em seu plano de governo, disse que tem um programa amplo, que quer devolver protagonismo ao público feminino. “A proposta é muito clara: retomarmos todas as politicas do nosso governo, o trabalho de proteção e inclusão.”

Valter Nagelstein (PSD) utilizou parte de seu tempo para criticar Manuela D´Avila e Nelson Marchezan Júnior e afirmou que é necessário aumentar 30% o atendimento dos postos de saúde até as 22h, criar mais diálogo com os médicos. Disse que concorda com o modelo de contratualização implementado pela atual gestão, mas que discorda do cancelamento do repasse para creches em abril deste ano. “Cada creche recebe R$ 508 por crianças. Todas merecem a nossa atenção e as mães, o nosso cuidado e o nosso carinho.”

Fernanda Melchionna (PSol) afirmou que suas diferenças com Manuela D’Ávila é com relação à política de conciliação de classes dos governos petistas. Ainda fez críticas a candidatos ligados ao nome do presidente Jair Bolsonaro e disse que o auxílio emergencial de R$ 600 só foi garantido por ela e outros deputados federais de oposição. “Precisamos de uma esquerda renovada e queremos ter a chance de mostrar uma esquerda coerente.”

Questionado sobre a gestão de resíduos, Nelson Marchezan Júnior (PSDB) falou que em sua gestão tirou o DMLU e o DEP das páginas policiais. Também falou que implementou o projeto mais moderno de logística reversa do Brasil, onde a empresa poluidora é a empresa pagadora, tendo que dar destinação pelo mesmo volume de materiais que coloca no mercado. Ainda citou estudos em andamento de Parceria Público-Privada para os resíduos sólidos e concessão na área de saneamento. “Para os catadores, devemos profissionalizarmos. Devemos ter carteira assinada, 13o salário, férias, através das empresas privadas que darão destinação correta.”

João Derly (Republicanos) disse que quer trabalhar para uma política pública de usinas de resíduos da construção civil e que entende que o prefeito deve ser o grande articulador da cidade. Também mencionou que a participação popular está em seu DNA e que pretende criar um comitê gestor deliberativo para participação popular. “Os maiores projetos que construí na Câmara foram fazendo prestações de contas nas ruas.”

Gustavo Paim (PP) disse que Porto Alegre passa por uma crise social e econômica muito grande e que seria maior ainda se não tivesse ocorrido auxílio do governo federal. Criticou Fernanda Melchionna e o PSol por, segundo ele, fazerem disputas ideológicas. O candidato defendeu a desburocratização e medidas como redução do IPTU e revisão do ISS. “Porto Alegre precisa destravar sua economia.”

Rodrigo Maroni (Pros) utilizou a maior parte de seu tempo para criticar a receita de campanha de Manuela D’Ávila. Ele disse que acredita que levará décadas para recuperar a Capital economicamente e que nenhum candidato tem a solução para o problema. “Tenho falado em todos os locais que acredito que vai levar uns 40 anos para recuperar essa economia. Vivo aqui desde 1981 e nunca vi ser uma prioridade.”


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895