Bolsonaro nega campanha eleitoral no 7 de setembro ao TSE

Bolsonaro nega campanha eleitoral no 7 de setembro ao TSE

Defesa do presidente alega que eventos oficiais foram tratados de maneira distinta dos atos de campanha para Justiça Eleitoral 


R7

Assessor do presidente para assuntos internacionais e o deputado estadual Eduardo Bolsonaro comentaram a declaração de De Blasio

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Em manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro, por meio dos advogados, negou a prática de irregularidade eleitoral durante os atos de 7 de setembro. O chefe do Executivo, junto ao candidato a vice, Walter Braga Neto, são acusados de usar o Desfile da Independência para realizar campanha eleitoral. O caso será julgado na noite desta terça-feira no plenário do TSE.

O presidente é alvo de uma Ação de Investigação Judicial (AIJE), por suposta prática de abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A chapa dele é acusada de usar equipamentos públicos, verba pública destinada aos desfiles e as transmissões oficiais para pedir votos e tentar convencer o eleitor a apoiá-lo no dia 2 de outubro, quando se realiza o primeiro turno das eleições.

O TSE determinou a retirada da internet e da campanha eleitoral de vídeos do presidente nos atos relacionados ao feriado da Independência. Os autores da ação pedem a inelegibilidade. No entanto, a campanha do presidente alega que a decisão atingiu vídeos gravados por populares, que não utilizaram o aparato público para serem gravados. 

Na manifestação na Justiça Eleitoral, os advogados de Bolsonaro alegam que as imagens usadas foram separadas, entre as que foram gravadas pela comunicação pública e imagens captadas pela campanha. Além disso, Bolsonaro e Braga Netto teriam, na visão da defesa, deixado de atuar com intenções eleitorais nos eventos oficiais.

"Não obstante isso, calha esclarecer que, desde sempre, especialmente no dia 7 de setembro, os investigados fizeram clara diferenciação,com bordas cirúrgicas limpas, entre os atos oficiais de comemoração do Bicentenário da Independência e as suas participações políticas em manifestações espontâneas paralelas, que tradicionalmente ocupam as ruas, pelo menos desde junho de 2013, como se reconhece na própria petição inicial." 


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