Candidatos à prefeitura de Porto Alegre debatem sobre saúde

Candidatos à prefeitura de Porto Alegre debatem sobre saúde

Debate entre Manuela D'Ávila (PCdoB) e Sebastião Melo (MDB) é promovido pelo Correio do Povo, Rádio Guaíba e Amrigs

Henrique Massaro

Manuela e Melo debatem no teatro da Amrigs

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No segundo bloco do debate promovido pelo Correio do Povo e pela Rádio Guaíba em parceria com a Amrigs, os candidatos à prefeitura de Porto Alegre responderam perguntas feitas pelo presidente da entidade, Gerson Junqueira, a respeito do tema Saúde. Manuela D’Ávila (PCdoB) e Sebastião Melo (MDB) falaram sobre questões como a demanda represada de cirurgias, exames e atendimentos médicos represados por conta da pandemia do coronavírus, e os desafios de viabilizar a vacina contra a Covid-19.

Por ordem de sorteio, Melo iniciou dizendo que pretende realizar dois mutirões, um de cirurgias e outro de consultas médicas. Apesar de não achar que o modelo é o ideal, o candidato explicou que a crise provocada pela pandemia exige esse tipo de medida. O emedebista ainda adiantou que está estudando uma maneira de credenciar os consultórios médicos para receberem consultas pagas pelo SUS. “Tem uma brecha para isso”, disse Melo. “Com isso, vai aliviar enormemente essas consultas e cirurgias que estão represadas no sistema.”

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Na mesma linha, Manuela disse que acredita que neste momento os mutirões podem ser a melhor solução e garantiu que quer coordenar o processo para garantir o funcionamento. Citou o caso de uma moradora do bairro Sarandi que, em função da necessidade de adiar uma cirurgia, precisou começar todo o processo de atendimento do zero. A candidata lembrou que o mundo ainda não está livre da Covid-9 e que será necessária uma gestão integrada entre hospitais, secretarias e unidades de Saúde para dar conta da demanda represada. “Lamentavelmente, o ano de 2021 não será livre de pandemia, será da chamada pandemia intermitente até que tenhamos vacina.”

Sobre a imunização, a candidata do PCdoB reafirmou a necessidade de gestão própria da vacina contra a Covid-19, já que não acredita que o governo federal garantirá o processo. Manuela também garantiu que, se eleita, se deslocará para São Paulo para conversar com representantes do Instituto Butantan e outros laboratórios e lembrou que será necessário garantir insumos para que a população possa ser vacinada, como seringas, por exemplo. “Garantir a gestão própria da vacina e que a população se vacine é o primeiro passo para que a cidade se mantenha aberta.”

Já Melo reafirmou que acredita que o governo federal garantirá a vacinação, mas que, caso isso não ocorra, a prefeitura comprará as imunizações através de um consórcio metropolitano. “A prefeitura pode ser parceira, mas tem um procedimento entre os países para que isso aconteça”, explicou. O emedebista ainda lembrou que a Capital tem um bom histórico de imunização e disse que será preciso preparar a cidade para ser vacinada, organizando os grupos a serem imunizados primeiro.

Os candidatos também falaram sobre os atendimentos maternos e infantis, garantindo que manterão a parceria que possibilitou o aumento do número de leitos do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV) após o fechamento do setor do Hospital São Lucas da PUCRS. Manuela também disse que lutará para que as atividades no Hospital Fêmina não sejam interrompidas e pela abertura da maternidade do Hospital da Restinga, garantindo que mães não precisem se deslocar longas distâncias na hora do parto. Melo concordou que a possibilidade de transferência do Fêmina precisa ser analisada e discutida com cuidado e afirmou que manterá parcerias importantes feitas na atual gestão, porque mexem com a vida do cidadão.


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