O que os candidatos mostraram na estreia da propaganda eleitoral na TV

O que os candidatos mostraram na estreia da propaganda eleitoral na TV

Em Porto Alegre, pandemia, trajetórias e críticas deram o tom dos discursos. Máscaras e cor azul dominaram os figurinos. E parques arejaram os cenários.

Flávia Bemfica

Candidatos à Prefeitura de Porto Alegre estrearam hoje o horário eleitoral gratuito na televisão

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A citação da pandemia, críticas à atual administração, referências às próprias trajetórias, rápidas apresentações de propostas e chamados para que os eleitores acompanhem suas redes sociais foram os tópicos escolhidos pelos candidatos à prefeitura de Porto Alegre na estreia dos programas da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, nesta sexta-feira. Na estética, o que chamou a atenção foi a convergência do figurino dos postulantes ao Paço: dos 10 que ocuparam o espaço nos programas veiculados no horário das 13h às 13h10, nove optaram por usar roupas na cor azul. O verde dos parques dominou o cenário nas propagandas da metade deles. E, para além do discurso, a referência ao coronavírus foi feita pelo viés da prevenção, com muitas cenas de porto-alegrenses usando máscaras em diferentes situações.  

Foi com um parque ao fundo que João Derly (Republicanos), o primeiro da grade, questionou os eleitores sobre qual prefeito desejam, e os chamou para conhecer suas propostas nas redes sociais. Manuela D’Ávila (PCdoB) priorizou cenas da cidade e de pessoas em atividades do cotidiano; fez referência ao uso da tecnologia pelos eleitores; e abordou a trajetória da candidata, tendo ela mesma, em trechos gravados em um parque e em frente à prefeitura, como narradora.

Também em um parque, Sebastião Melo (MDB), falou sobre as tristezas e problemas gerados pela pandemia, e fez um discurso de esperança sobre a retomada. Em tom emotivo, destacou a importância da união da população. O programa de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) foi todo com o candidato em estúdio e foco na pandemia. Ele se solidarizou com quem perdeu entes queridos, agradeceu aos profissionais envolvidos e destacou ações da administração ante a doença e suas consequências.

Juliana Brizola (PDT) mesclou imagens suas em estúdio, escrevendo, e externas, dela e da cidade. O texto, narrado pela candidata, foi construído no formato de uma carta enviada pela pedetista para a Capital, valorizando o slogan da campanha, que trata da alegria. Fernanda Melchionna (PSol), acompanhada pelo vice, gravou na Usina do Gasômetro, fez referência à pandemia, e críticas ao governo federal e a atual administração.

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Rodrigo Maroni (Pros) gravou em estúdio, segurando um cachorro no colo, e defendeu a causa animal. O programa de José Fortunati (PTB) não teve fala do candidato. Foi todo com cenas de pessoas, da cidade, do petebista e de seu vice, embalado pelo jingle de campanha, e com frases em destaque sobrepostas às imagens.

O programa de Valter Nagelstein (PSD) trouxe o candidato também com o verde de um parque ao fundo, e fazendo uma breve apresentação de sua trajetória. Gustavo Paim (PP) fez uma fala gravada em estúdio, com fundo totalmente preto. Na estreia, deu destaque para sua ruptura com Marchezan e teceu críticas a postura do prefeito.

O espaço de Montserrat Martins (PV) não foi utilizado. Júlio Flores (PSTU) e Luiz Delvair (PCO) não participam do horário eleitoral porque não são contemplados pelo cálculo dos tempos, que leva em conta a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.


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