PSDB oficializa candidatura de Eduardo Leite ao governo do RS

PSDB oficializa candidatura de Eduardo Leite ao governo do RS

Partindo ainda confirmou aliança com o União Brasil e Podemos, mas não indicou demais nomes para comporem a chapa

Flávia Simões*

Chapa de Leite deverá ter o apoio do União Brasil, MDB e Podemos

publicidade

Foi em clima de festa que o PSDB oficializou, em convenção neste domingo, a candidatura de Eduardo Leite ao governo do Estado. Com o teatro da Amrigs lotado, o nome do ex-governador foi aprovado com unanimidade pelos convencionais, que sob aplausos, gritos de incentivo e bandeiras empunhadas bradavam a candidatura do ex-governador. A convenção também selou a aliança dos tucanos com o União Brasil e o Podemos, mas não confirmou os nomes de quem ficará na vice e ao Senado.

A convenção ainda aprovou a aliança do PSDB com o União Brasil e o Podemos. As lideranças dos partidos estiveram presentes e ocuparam espaço ao lado de Leite no palco, assim como o presidente estadual do Cidadania, partido federado com o PSDB, Cezar Baumgratz. Luiz Carlos Busato, presidente do União Brasil e anteriormente cotado para vaga de vice, afirma “orgulho de ter participado desse governo que virou a história do Rio Grande do Sul”. 

Uma possível aliança do PSD foi indicada para aparecer, mas não se fez presente. Nesta segunda, o partido decide, em convenção, em qual chapa a pré-candidata ao Senado Ana Amélia Lemos deve ficar. A tendência é o apoio aos tucanos. O Podemos, que no último domingo aprovou a reeleição do senador Lasier Martins, pode recuar na indicação do senador, que deve concorrer a deputado federal.   

Com início o evento marcado para às 9h, Leite chegou no teatro às 11h, acompanhado do presidente nacional do partido, Bruno Araújo, do governador Ranolfo Vieira Júnior e do presidente estadual em exercício e chefe da Casa Civil, Artur Lemos. Em um discurso que durou 30 minutos, o tucano chamou a militância para ir às ruas em busca de apoio, fez promessas em caso de reeleição e, na maior parte do tempo, relembrou os feitos da sua gestão. Pregou, ainda, “a política do bem”, por meio de falas que endossaram a realização de uma campanha através do discurso, “do debate de ideias” e do “combate à intolerância". “Nós estamos aqui para dizer que não vamos nos omitir, vamos levar a mensagem do amor, da esperança, do diálogo. Estar no centro não é ficar em cima do muro, é saber o que fazer”, afirmou.

Leite ainda rebateu às críticas de que teria pego dinheiro da União. “Eu tenho que ficar ouvindo as bobagens que os outros falam, distorcendo os dados, querendo fazer valer que há um dinheiro de outros que tenha resolvido o problema do Estado. A privatização que nós fizemos (CEEE-G) está mandando dinheiro para eles (Brasília). Nós é que mandamos recursos para Brasília e infelizmente esses recursos não voltam”, disse. 

Ao longo da sua fala, também relembrou o MDB, o qual classificou como “um governo pouco organizado apesar de todos os esforços” mas que “foi parceiro e nos ajudou a continuar construindo soluções”. Em 2018, o candidato do MDB, José Ivo Sartori, perdeu a reeleição ao governo do Estado para Leite. Posteriormente, veio a compor a base tucana e neste domingo, em convenção, decidiu quase que simultaneamente - e por um placar bem apertado -  que participaria da chapa de Leite. O deputado Gabriel Souza deve ocupar a vaga de vice.

Vitrine

Com o risco de enfraquecimento do partido, em caso de reeleição, a gestão de Leite deve ser a vitrine tucana para o resto do país. “O Eduardo é um projeto para cuidar da vida dos gaúchos. [...] E o Eduardo está sendo preparado para cuidar da vida de todos os brasileiros”, disse o presidente nacional, Bruno Araújo. 

Durante a convenção, que contou com música, balões e a participação de um cantor, também foi lançado o jingle da campanha. As falas que antecederam o discurso do ex-governador endossaram o que viria a ser o seu discurso, exaltando os feitos da gestão.  

Entenda

Após 19 meses comandando o governo gaúcho, Leite renunciou em março deste ano para tentar se cacifar, mesmo após perder as prévias tucanas, como candidato do partido à presidência da República. Com as tentativas frustradas e o PSDB recuando na indicação de um nome na disputa ao Planalto, 45 dias depois, no dia 13 de junho, Leite anunciou que deve concorrer novamente ao governo do Estado. 

*Supervisão Mauren Xavier

 



Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895