Rio Grande do Sul terá 16 drones da Polícia Federal para fiscalizar eleições municipais

Rio Grande do Sul terá 16 drones da Polícia Federal para fiscalizar eleições municipais

Três deles vão atuar em Porto Alegre e Região Metropolitana, sendo que o restante no Interior

Correio do Povo

Aeronave remotamente tripulada pode voar longe e captar imagens de alta qualidade

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As eleições municipais no Rio Grande do Sul serão fiscalizadas pela Polícia Federal com o emprego de 16 drones, de três modelos diferentes, para sobrevoarem as principais zonas eleitorais. Três deles serão utilizados em Porto Alegre e Região Metropolitana. Os demais foram destinados às 13 delegacias regionais da PF no Interior. Na manhã desta terça-feira, as aeronaves remotamente pilotadas foram apresentadas à imprensa. Na Capital, o exercício simulado ocorreu na sede da Superintendência Regional da PF no RS, na avenida Ipiranga, no bairro Azenha.

Os drones vão fiscalizar crimes como transporte irregular de eleitores, entregas de santinhos, situações de compra de votos e boca de urna, entre outros. Eles podem atingir até oito quilômetros de altura e possuem alcance de até seis quilômetros de distância. As câmeras de alta resolução com zoom podem identificar, por exemplo, suspeitos e placas de veículos. As imagens capturadas do alto serão transmitidas para as equipes em terra.

O Delegado Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Superintendência Regional de Polícia Federal no Rio Grande do Sul, Alessandro Maciel Lopes, explicou que as equipes vão atuar em todas as cidades onde estão as delegacias regionais e também nos colégios eleitorais mais expressivos. Ele destacou que o drone é “uma importante ferramenta no combate aos crimes eleitorais do ponto de vista de prevenção para que no dia da votação não ocorram crimes”. Nos casos dos delitos flagrados, observou, a aeronave remotamente tripulada pode identificar os autores e “obter provas necessárias para apuração”.

O delegado Alessandro Maciel Lopes aproveitou para fazer um alerta. “Existe um crime chamado de denunciação caluniosa, ou seja, a pessoa que comunicar fato falso ou que não é crime está sujeita a responder a um crime cuja pena é muito alta: de dois a oito anos de prisão. Não cabe fiança e nem termo circunstanciado. A pessoa efetivamente vai presa”, garantiu. “Temos atenção especial também às fakes news”, lembrou.

Já o Chefe da Delegacia de Defesa Institucional da Superintendência Regional de Polícia Federal no Rio Grande do Sul, delegado João Luiz Correa, prometeu que a PF vai estar atenta,“movimentando as equipes com esses drones e acompanhando os principais locais de votação”. De acordo com ele, a aeronave remotamente pilotada “é uma ferramenta que veio para ficar e somar” com o intuito de “contribuir pela normalidade” no período eleitoral.

“Haverá, no dia da eleição, um centro de comando, com a integração das forças de segurança e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde a troca de informações será rápida, justamente para atender a demanda e dar uma resposta para a sociedade”, declarou. O delegado João Luiz Correa adiantou que, após as eleições, os drones serão empregados no combate ao crime.

Além do Rio Grande do Sul, o mesmo número de drones será utilizado também em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Em todo o país, a Polícia Federal vai usar mais de 100 aparelhos para inibir e investigar a prática de crimes eleitorais durante o pleito. A iniciativa da instituição é inédita. O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro.


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