Veja quem já ocupou o Palácio Piratini desde a redemocratização

Veja quem já ocupou o Palácio Piratini desde a redemocratização

O próximo eleito a comandar Piratini será o 41º governador do Estado

Correio do Povo

Desde a redemocratização, 10 governadores já foram eleitos pelo voto direto

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Desde a redemocratização, 10 governadores eleitos pelo voto direto já ocuparam o Palácio Piratini. Atualmente, quem está à frente do governo gaúcho é Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), que assumiu o cargo em março deste ano, após a renúncia de Eduardo Leite (PSDB). Antes de comandar a chefia do Estado, ele foi vice-governador e secretário de Segurança Pública durante os três anos da gestão de Leite. 

O próximo nome a comandar Piratini será o 41º governador do Estado. Até o momento, pelo menos 10 pré-candidatos se apresentaram como opções.

Confira abaixo um pouco mais de cada nome que já comandou o Palácio Piratini: 

  • Jair Soares (1983-1987)

Jair Soares foi o 29º governador do Estado e o primeiro a ser eleito pelo voto direto, após o período de redemocratização. À época no PDS (atual PP), ele disputou o governo com Pedro Simon, Alceu Collares e Olívio Dutra (futuramente, os três viriam a também governar o RS). Além de governador, Soares também foi secretário de Estado da Administração e da Saúde e ministro da Previdência no governo João Figueiredo. Em cargos eletivos, foi vereador de Porto Alegre, deputado estadual e federal.

  • Pedro Simon (1987-1990)

Antes de ocupar o governo do Estado, Simon percorreu uma longa trajetória política: em 1958 elegeu-se vereador pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e deputado estadual em 1962. Já no MDB, exerceu três mandatos na Assembleia Legislativa, sendo eleito senador em 1978. Durante um ano, foi ministro da Agricultura. Foi eleito governador do RS em 1987, cargo o qual renunciou, em 1990, para concorrer novamente ao Senado. Foi reeleito durante três mandatos consecutivos. Sempre integrante do Movimento Democrático Brasileiro, participou das Diretas Já e chegou à primeira vice-presidência nacional do partido em 1983.

  • Alceu Collares (1991–1995)

Um dos fundadores do PDT, Collares foi o primeiro prefeito de Porto Alegre eleito pelo voto direto desde a redemocratização, governando a cidade entre 1986 e 1988. Dois anos depois, em 1990, viria a ser eleito o primeiro governador negro do Rio Grande do Sul. Ele disputou o segundo turno - na primeira eleição cujo instrumento foi permitido - com Nelson Marchezan. Antes de ocupar cargos no Executivo, foi vereador da cidade, eleito pela primeira vez em 1964, e deputado federal de 1971 a 1983, inicialmente pelo MDB e depois pelo PDT. 

  • Antônio Britto (1995-1999)

Jornalista, Britto atuou como porta-voz do presidente Tancredo Neves, sendo responsável pelas informações médicas sobre o estado de saúde do presidente, no período que antecedeu à sua morte, em 21 de abril de 1985. Foi convidado a filiar-se ao PMDB, partido pelo qual foi eleito deputado federal em 1986 e reeleito em 1990. Em 1992, comandou o ministério da Previdência Social. Foi eleito governador do Estado no segundo turno. 

  • Olívio Dutra (1999-2003)

Um dos fundadores do PT, partido o qual foi presidente estadual de 1980 a 1986, e nacional em 1987. Deputado federal constituinte em 1986, elegeu-se prefeito de Porto Alegre em 1988, dando início aos 16 anos de administrações petistas na Capital. Antes de eleger-se governador em 1998, disputou o cargo duas vezes, em 1984 e 1994. Além de deputado federal, também foi ministro das Cidades, logo após deixar o Piratini em 2003. 

  • Germano Rigotto (2003-2007)

Rigotto iniciou sua vida política em 1976, quando foi eleito vereador em Caxias do Sul pelo MDB. Quatro anos depois, em 1982 elegeu-se deputado estadual, sendo reeleito em 1986. Durante essa legislatura, ele foi líder do governo de Pedro Simon na Casa. Em 1991, concorreu a deputado federal, sendo eleito e reeleito posteriormente durante três mandatos consecutivos. No Congresso Nacional, foi líder do PMDB e líder do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em 2002, derrotou Tarso Genro (PT), no segundo turno das eleições para governador do Estado.

  • Yeda Crusius (2007-2011) 

Primeira mulher a ocupar o Piratini, Yeda foi ministra de Planejamento, Orçamento e Coordenação e ocupou um mandato na Câmara dos Deputados, de 1996 a 2005, antes de governar o Estado. Fez parte da Executiva Nacional do PSDB em 1995, presidiu o Instituto Teotônio Vilela entre 2001 e 2003. Foi presidente do PSDB estadual de agosto de 2005 a junho de 2006, cargo do qual se licenciou para concorrer ao governo. Ela foi eleita no segundo turno, o qual disputou com o ex-governador petista Olívio Dutra. 

  • Tarso Genro (2011-2015)

Começou sua trajetória política em 1968, ao ser eleito vereador pelo MDB em Santa Maria. Paralelamente, atuou como advogado de sindicatos e associações profissionais. Foi filiado ao PMDB em 1980 até 1988, ano em que foi para o PT e foi eleito vice-prefeito na chapa de Olívio Dutra. Na função, também foi secretário de governo. Entre 1989 e 1990 teve rápida atuação como deputado federal. Elegeu-se duas vezes prefeito de Porto Alegre. Foi ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça durante o governo Lula (2003-2011). Em 2010, saiu do Ministério da Justiça para concorrer ao governo do Estado pela terceira vez, sendo eleito no primeiro turno.

  • José Ivo Sartori (2011-2018)

Iniciou sua vida política no movimento estudantil e ocupou cargos no Legislativo durante longos mandatos antes de alçar o Piratini. Em 1976, foi eleito vereador em Caxias do Sul pelo MDB, cidade a qual viria a ser prefeito, por dois mandatos seguidos, de 2005 a 2015.  Exerceu cinco mandatos consecutivos como deputado estadual. Durante o governo de Pedro Simon, comandou a pasta do Trabalho e Bem-Estar Social. Foi deputado federal de 2003 a 2005. Venceu a campanha de 2014 no segundo turno para o governo de Estado.

  • Eduardo Leite (2019-2022)

Governador mais jovem a ser eleito no Estado, aos 33 anos, Leite foi chefe de gabinete, vereador e prefeito de Pelotas, sua cidade natal. Em novembro de 2017, foi eleito presidente do PSDB gaúcho em uma convenção realizada pelo partido. Neste mesmo evento, foi escolhido como o pré-candidato do partido ao governo do Rio Grande do Sul para a eleição de 2018. Ele disputou o segundo turno com José Ivo Sartori. 



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