Em Abu Dhabi, Bolsonaro diz confiar 100% em Guedes e se desculpa por sua ausência

Em Abu Dhabi, Bolsonaro diz confiar 100% em Guedes e se desculpa por sua ausência

Em busca de investimentos dos fundos árabes, o presidente discursou sobre a pacificação entre raças e religiões no Brasil

Por
AE

Em busca de investimentos dos fundos árabes, o presidente discursou sobre a pacificação entre raças e religiões no Brasil


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Diante de uma plateia de empresários brasileiros e emiráticos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste domingo, que a confiança entre ele e o ministro da Economia, Paulo Guedes, é "100%". Na abertura da conferência de negócios entre os dois países, em Abu Dhabi, Bolsonaro pediu desculpas pela ausência do seu Posto Ipiranga, mas afirmou que o governo "não pode mais perder tempo".

Segundo ele, Guedes ficou no Brasil para cuidar das reformas administrativa e tributária. Sobre a economia brasileira, o presidente disse que "evoluímos 15 degraus na facilidade para se fazer negócios". No ranking mundial que indica os países onde o ambiente de negócios é melhor, no entanto, o resultado foi exatamente o oposto.

Segundo Relatório do Doing Business, divulgado na última quinta-feira, o país saiu da 109ª posição para a 124ª posição. O material é divulgado pelo Banco Mundial. Assim como fez na China, Bolsonaro convidou os emiráticos a participarem do leilão da cessão onerosa do pré-sal, em novembro. Também falou que o governo busca dar um novo ritmo para a economia e diminuir as burocracias nos negócios. "Estamos recuperando a nossa confiança perante o mundo", afirmou. "Meus amigos, meus irmãos, está aqui um homem com o coração aberto estendendo a mão aos senhores pedindo que confiem em nosso País. Nós temos muito a oferecer", disse em outro momento.

Apesar das dificuldades com alguns países europeus, Bolsonaro citou o acordo entre Mercosul e a União Europeia como uma das suas conquistas da sua gestão. Também mencionou o apoio dos Estados Unidos à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), embora o País não tenha sido incluído na última discussão de ampliação do clube e o próprio presidente reconheça que o processo de inclusão deve levar cerca de dois anos.

Em busca de investimento dos fundos árabes, o presidente Bolsonaro falou, ainda, que o Brasil é uma nação aberta para todas as raças e religiões. "Somos aproximadamente 5 milhões de árabes, uma população maior do que a de muitos países. Convivemos em perfeita harmonia" discursou.

Durante a visita, serão assinados atos de cooperação na área de defesa e comércio entre os países.

Sustentabilidade

Antes de Bolsonaro, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendeu aos empresários e investidores que o Brasil produz com sustentabilidade e protege as suas florestas. "Não há nenhum país que proteja suas florestas como o Brasil", disse o ministro após a crise envolvendo as queimadas na região amazônica.


Onyx afirmou que a agricultura brasileira possui baixo impacto de carbono e que o País tem em sua base uma ampla maioria de fontes de energia renovável. "Da defesa ao óleo e gás, da mineração à infraestrutura, o Brasil será o melhor parceiro para os Emirados Árabes", declarou. O chanceler Ernesto Araújo destacou que há forte alinhamento entre Brasil e Emirados Árabes não apenas na economia. "Queremos, podemos e faremos negócios com todos os países, mas quando temos visão de mundo coincidente podemos fazer ainda mais. E esse é exatamente o caso hoje do Brasil e dos Emirados Árabes", disse.