Em nova carta a Bolsonaro, governadores pedem esforço na compra de vacinas contra a Covid-19

Em nova carta a Bolsonaro, governadores pedem esforço na compra de vacinas contra a Covid-19

Entes federados defenderam esforço internacional junto a entidades e organismos, incluindo a OMS, para maior cobertura de imunização

Correio do Povo

Entes federados defenderam esforço internacional junto a entidades e organismos, incluindo a OMS, para maior cobertura de imunização

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Uma carta assinada por 14 governadores, incluindo o gaúcho Eduardo Leite, foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira, pedindo um esforço diplomático para a compra de novas vacina e, assim, expandir a imunização contra o coronavírus, que já deixou mais de 260 mil mortos no Brasil. No documento, os gestores estaduais alertam sobre o esgotamento de recursos financeiros e humanos dos estados para conter a transmissão do vírus e afirmam que, mesmo com as ações tomadas, a “pandemia seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós”.

“Nesse contexto, a vacinação em massa, com a maior brevidade possível, é a alternativa que se afigura como mais recomendável, e, provavelmente, a única capaz de deter a pandemia, permitindo que o Brasil, seus Estados e Municípios, aos poucos, possa retornar à normalidade, com as devidas medidas sanitárias e econômicas”, cita um trecho da carta.

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O texto completa: “Se não tivermos pressa, o futuro não nos julgará com benevolência. Por isso, pedimos ao Governo Federal, especialmente por meio dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, esforço ainda maior para obter, em curto prazo, número consideravelmente superior de doses”.

Ao apelar pela ajuda de um esforço internacional, os governadores também sugerem o requerimento de “apoio e intermediação” da Organização Mundial da Saúde (OMS). O grupo também lembra do impacto de novas variantes do coronavírus, sobretudo a cepa P.1, no agravamento da pandemia e defende – da mesma forma que especialistas da Saúde – a vacinação em massa como a forma mais eficaz para bloquear a disseminação do vírus. 

“Esses imunizantes são hoje para o Brasil e para os brasileiros muito mais do que uma alternativa ou medicamento: representam a própria esperança da população e, nesse sentido, nenhum governante pode correr o risco de não esgotar todas as possibilidades ou de procrastinar ações e procedimentos. Cada minuto, cada hora e cada dia são preciosos e decisivos, e constituem a triste diferença entre viver ou morrer”, conclui a carta.

O documento é assinado pelos governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Renan Filho (Alagoas), Waldez Goés (Amapá), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Renan Casagrande (Espírito Santo), Flávio Dino (Maranhão), Mauro Mendes (Mato Grosso), Helder Barbalho (Pará), João Azêvedo (Paraíba), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Belivaldo Chagas (Sergipe).


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