Embargo dos EUA em relação ao Irã é risco para empresas brasileiras, afirma Bolsonaro
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Embargo dos EUA em relação ao Irã é risco para empresas brasileiras, afirma Bolsonaro

Quatro navios iranianos estão presos na costa brasileira desde junho

Por
AE

Presidente destacou que Brasil precisa cuidar dos seus problemas em "primeiro lugar"

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, que o problema do embargo dos Estados Unidos em relação ao Irã é um risco para as empresas brasileiras no caso dos dois navios de bandeira iraniana que estão presos desde o início de junho no Porto de Paranaguá, no Paraná, em razão das sanções dos EUA.

O presidente lembrou também que tem se aproximado cada vez mais do presidente norte-americano, Donald Trump, mas destacou que o Brasil precisa cuidar dos seus problemas "em primeiro lugar".

"Existe esse problema, os Estados Unidos de forma unilateral, pelo que me consta, têm embargos levantados contra o Irã. As empresas brasileiras foram avisadas por nós desse problema e estão correndo o risco neste sentido", disse.

O presidente afirmou ainda que o Brasil está de braços abertos para acordos e parcerias com outros países, mas lembrou que é preciso cuidar dos interesses brasileiros em primeiro lugar.

"Eu particularmente estou me aproximando cada vez mais do Trump, fui recebido duas vezes por ele, ele é a primeira economia do mundo, segundo mercado econômico. E hoje abri para jornalistas estrangeiros que o Brasil está de braços abertos para fazermos acordos, parcerias, para o bem dos nossos povos. O Brasil é um país que não tem conflito em nenhum lugar do mundo, graças a Deus, pretendemos manter nessa linha, mas entendemos que outros países têm problemas e nós aqui temos que cuidar dos nossos (problemas) em primeiro lugar", disse.

Os cargueiros iranianos trouxeram ureia e voltariam carregados de milho, mas a Petrobras teme punições americanas e se recusa a abastecer as embarcações, que estão na lista negra do Departamento do Tesouro dos EUA.

O impasse ocorre no momento em que o Brasil busca uma aproximação com os EUA e o governo americano aumenta a pressão diplomática sobre o Irã. Em maio de 2018, Donald Trump retirou o país de um acordo que restringia o programa nuclear iraniano em troca da suspensão gradual das sanções.