Heinze confirma acordo para dividir apoio de Bolsonaro com Onyx para eleições de 2022

Heinze confirma acordo para dividir apoio de Bolsonaro com Onyx para eleições de 2022

Ambos são aliados próximos ao presidente

Correio do Povo e Rádio Guaíba

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O senador Luis Carlos Heinze (PP), em entrevista à Rádio Guaíba nesta sexta-feira, afirmou que há um acerto para que ele e o ministro Onyx Lorenzoni (DEM) dividam o apoio do presidente Jair Bolsonaro para o governo do Rio Grande do Sul em 2022. “Já estamos trabalhando este assunto no partido. Fizemos nove encontros regionais. Encerramos, no sábado passado, na Assembleia, um grande encontro do Rio Grande do Sul inteiro – com vereadores, prefeitos e lideranças. É um assunto que, dentro da legenda, já está mobilizando a todos. A sociedade também já tem aceitado o nosso nome como pré-candidatos. Estamos trabalhando fortemente”, disse o senador.

Lorenzoni e Heinze são dois dos aliados mais fiéis de Bolsonaro em Brasília. O primeiro faz parte do governo desde o período de transição, tendo passado por três ministérios nos três anos de gestão. Já o segundo é um articulador das ideias do presidente no Congresso, e ficou marcado por integrar a tropa de choque de oposição às lideranças da CPI da Covid, formada majoritariamente por desafetos do presidente da República.

“Eu disse a Bolsonaro que Onyx é meu parceiro, já trabalhamos juntos. Nosso projeto em 2018 era o mesmo: eu era o cabeça de chapa e o vice era do Democratas, naquele instante. Sou candidato e o presidente sabe disso. E ele quer dois palanques no Rio Grande do Sul. Ele não pode preterir alguém em função do outro. Lá na frente, as coisas podem ser acertadas. Ambos somos candidatos”, ressalta Heinze.

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Flexibilização

Além das questões envolvendo as eleições ao próximo ano, na conversa desta manhã, Heinze defendeu uma flexibilização das leis ambientais no Brasil. "A legislação ambiental é a mais restritiva, é a do Brasil. Não existe na Europa, nos Estados Unidos, na Ásia, em nenhum país, uma lei igual a nossa. E, no entanto, nos criticam pela preservação que temos aqui", destacou.

Na avaliação do parlamentar gaúcho, as leis ambientais hoje no Brasil dificultam a obtenção de terras para construção, por exemplo, de açudes. De acordo com Heinze, ele convocou uma reunião para debater o código florestal brasileiro com integrantes do agronegócio.

No encontro, também deve ser visto, segundo o senador, como o País pode reagir quando autoridades internacionais de alguma forma critiquem produtos brasileiros. "Que atitude que eu posso tomar quando o presidente Macron (da França) critica a produção de frango brasileiro? O Brasil é o maior produtor de frango do mundo", defendeu. 

O senador também avaliou como positiva a existência de pedágios feitos pela iniciativa privada em estados no Brasil para construção de hidrovias no país. "Não tem jeito, não tem orçamento para o governo federal". destacou. Conforme Heinze, o processo quando envolve o poder público tende a ser mais demorado, e quando empresas se interessam na construção do transporte por via marítima, a população tende a ser beneficada com maior rapidez.


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