Joice Hasselmann projeta economia perto de R$ 1,1 trilhão com ajustes na Previdência
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Joice Hasselmann projeta economia perto de R$ 1,1 trilhão com ajustes na Previdência

Líder do governo não deu detalhes das mudanças que serão apresentadas

Por
AE

Joice não deu detalhes das mudanças que serão apresentadas, mas adiantou que alguns pleitos de categorias policiais

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A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou nesta segunda-feira que as mudanças previstas para o relatório da reforma da Previdência, que deve ser votado pela comissão especial da Câmara nesta semana, aumentarão em "alguns bilhões" a economia esperada para a proposta. "Já houve um acréscimo de alguns bilhões à economia estimada no relatório apresentado em relação ao que será votado. Estamos com uma expectativa boa porque estamos muito perto de uma economia de R$ 1,1 trilhão", disse. O valor mencionado pela deputada corresponde ao total que havia sido previsto pela equipe econômica do governo quando a reforma foi encaminhada para o Congresso.

Joice não deu detalhes das mudanças que serão apresentadas, mas adiantou que alguns pleitos de categorias policiais - como a pensão integral por morte - e o pagamento do Benefício de Prestação Continuada para pessoas portadoras de doenças raras foram contemplados. A deputada afirmou que o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, anunciará as alterações nesta segunda ou terça-feira. Há a previsão de que ele conceda uma coletiva à imprensa no fim desta tarde.

Em relação à reinclusão dos Estados e municípios na reforma, a parlamentar explicou que isso só deverá acontecer na discussão em plenário e se os governadores conseguirem entregar os votos de suas bancadas. "Temos que pensar em Brasil, queremos que todos coloquem a sua digital na proposta", disse. Questionada sobre se o governo já estima que tem votos suficientes para aprovar a reforma na Câmara, Hasselmann afirmou que não iria confirmar um placar.

"Existe um mapeamento, não é de hoje, sobre os votos para a Previdência e atualizamos dia a dia, porque o Congresso Nacional tem o humor muito sensível e a gente pode ganhar ou perder votos numa movimentação pequena. Mas não vou cometer a ingenuidade de cravar os votos aqui. Estamos em busca de mais votos e queremos ainda aperfeiçoar o texto que será votado", disse.

"Queremos ter de 10% a 15% mais (votos) do que o que a gente precisa. Em sua maioria, os líderes estão de acordo com esse texto e isso ajuda demais. Estamos trabalhando com um número maior do que o necessário para ter volume para aprovar", acrescentou. De acordo com a deputada, a expectativa é de que a reforma previdenciária possa ser analisada pelos deputados no plenário da Casa na primeira semana de julho para que, se houver necessidade, a votação seja concluída na segunda semana, antes do início do recesso parlamentar.