Leite pega a estrada para defender Reforma Tributária no Rio Grande do Sul

Leite pega a estrada para defender Reforma Tributária no Rio Grande do Sul

Neste final de semana, ele esteve em encontros em Capão da Canoa e no Vale dos Sinos esclarecendo pontos das propostas que estão na Assembleia

Taline Oppitz

Reunião regional sobre a Reforma Tributária RS com prefeitos e deputados

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O governador Eduardo Leite (PSDB) iniciou no fim de semana, pelo Vale dos Sinos e Capão da Canoa, uma série de reuniões regionais, presenciais, com o objetivo de explicar em detalhes e criar ambiente favorável à aprovação da Reforma Tributária em tramitação na Assembleia. A estratégia visa o contato mais direto com deputados, que estão em suas bases, mas também com entidades municipais e com prefeitos, cujo apoio à iniciativa representa reforço no convencimento dos parlamentares que terão de se posicionar sobre os textos em plenário.

Em ano de eleições municipais, em que muitos gestores irão submeter-se ao julgamento das urnas, o tema, naturalmente delicado, se torna ainda mais complexo. Sem a aprovação da reforma, deixarão de ingressar nos cofres do Estado, devido ao fim da majoração das alíquotas do ICMS, em dezembro, R$ 2,85 bilhões por ano. Deste valor, R$ 850 milhões deixam de ser transferidos aos municípios.

Nos encontros, o governador apresentou projeções das perda para cidades da região, como Campo Bom, Dois Irmãos, Esteio, Novo Hamburgo e São Leopoldo, que deixariam de arrecadar cerca de R$ 36,3 milhões. A projeção é a de que ocorram, no total, de 10 a 12 encontros regionais. Os próximos devem acontecer em Caxias do Sul e Passo Fundo ainda nesta semana. Os projetos trancam a pauta em plenário no dia 16 e, para entrarem em vigência em 2021, precisam, obrigatoriamente, ser sancionados até o dia 30. 

Nas articulações com os partidos, hoje o governo se reúne com o PP e PSB para discutir a reforma tributária. 

Pedido

Líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes (PP) participou dos encontros regionais e, em sua manifestação, cobrou manifestação oficial da Famurs sobre a Reforma Tributária. 


Mesma posição

Os prefeitos de São Leopoldo, Ary Vanazzi (PT), e de Novo Hamburgo, Fátima Dautd (PSDB), se pronunciaram nos encontros do governo. Apesar de integrarem partidos em campos ideológicos distintos, ambos afirmaram que os municípios não irão sobreviver no caso de rejeição da reforma, que levará à redução de recursos nos caixas das prefeituras. Vanazzi, no entanto, tem críticas em relação a pontos dos projetos.  

 

 


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