Leite projeta início da vacinação até quinta no Estado e diz que "o RS está pronto"

Leite projeta início da vacinação até quinta no Estado e diz que "o RS está pronto"

Logística de distribuição para as coordenadorias regionais de saúde já está feita, garantiu o governador

Correio do Povo

Leite projeta início da vacinação até quinta no Estado e diz que "o RS está pronto"

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A partir da aprovação do uso emergencial da CoronaVac pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o governador Eduardo Leite afirmou que o Rio Grande do Sul está preparado para começar a campanha de inoculação. Em uma mensagem compartilhada nas redes sociais, o chefe do Executivo gaúcho garantiu que o processo deve ser iniciado no máximo até quinta-feira, dia 21 de janeiro. 

“Amanhã mesmo deve começar a distribuição da primeira aos estados. Vacinação, assim, possível de ser iniciada até o dia 21 (talvez 20). O RS está pronto! #vacinaJÁ”, disse.

O Ministério da Sáude garante que a distribuição das doses será feita de forma igualitária entre os Estados. Dessa mesma forma, o governo do Estado distribuirá aos municípios quantidade proporcional à população a ser vacinada. Contudo, ainda não se sabe quantas unidades serão enviadas ao Rio Grande do Sul. Estimativas da Secretaria Estadual da Saúde (SES) prevêm entre 200 mil e 300 mil doses inicialmente, a serem usadas nos grupos prioritários.

Eles incluem profissionais que trabalham em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), centros de triagem e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), indígenas e quilombola. Além disso, está projetada a inoculação prioritária de idosos em lares de longa permanência ou, no caso daqueles fora, escalonados por faixa etária – mais de 80 anos, de 75 a 79 anos, de 70 a 74 anos, e assim por diante.

Em relação às agulhas e seringas, a SES terminou 2020 com um estoque de 4,5 milhões de seringas, e foram adquiridas, por registro de preços, mais 10 milhões de seringas agulhadas. A entrega desses insumos aos municípios será escalonada e integrada com a distribuição da vacina. De acordo com a secretária, esses itens, além da possibilidade de recebimento de agulhas e seringas do Ministério da Saúde somados aos estoques dos municípios, serão suficientes para atender toda a demanda da vacinação contra a Covid-19 e das outras campanhas que ocorrem em paralelo.

"Nossa rede de frios, a logística de distribuição para as coordenadorias regionais de saúde, as seringas agulhadas... tudo pronto para o início da imunização no estado", escreveu Leite, que também parebenizou o governador de São Paulo e colega de partido (PSDB), João Doria, que anunciou acordo com o laboratório chinês Sinovac, em junho do ano passado, e o Ministério da Saúde pela negociação com Oxford/Astrazeneca.

O imunizante da Sinovac, produzido no Brasil pelo Instituto Butantan, tem eficácia global de 50,38% e deve dar início à campanha de vacinação. Isso porque a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por fabricar o produto de AstraZeneca/Oxford no País, só tem condições para entrega em fevereiro. O governo tentou adiantar um lote comprando-o do Instituito Serum, da Índia, mas as autoridades nacionais barraram o envio.

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