Maia deixará para Dilma decisão sobre o ministro do Trabalho

Maia deixará para Dilma decisão sobre o ministro do Trabalho

Deputado gaúcho, que assume Presidência até sábado, considerou situação envolvendo Lupi constrangedora

Estêvão Pires / Rádio Guaíba e Correio do Povo

Marco Maia deve deixar para Dilma decisão sobre ministro do Trabalho

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O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), que assume o cargo de Dilma Rousseff nesta quinta-feira, já avisou, durante entrevista à Rádio Guaíba, que não definirá a situação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), suspeito de corrupção. “Isso é uma decisão que cabe à presidente. De fato, é uma situação constrangedora. Ela tem tratado isso de forma muito séria, dando espaço para que os ministros se defendam”, justificou. Nessa quarta-feira, a Comissão de Ética da Presidência recomendou a exoneração do pedetista.

A presidente Dilma Rousseff transmitirá o cargo na Base Aérea de Brasília, por volta do meio-dia, quando viajará para a Venezuela. Ela só retornará ao Brasil na madrugada de domingo. O vice-presidente, Michel Temer, por sua vez, também estará ausente do País nesse período, em viagem aos Estados Unidos, retornando no sábado pela manhã. Até o retorno de Temer, portanto, Maia ficará no cargo de presidente da República.

Ainda sobre o caso de Lupi, Marco Maia contou que pediu à sua equipe que investigue a suspeita de que o ministro tenha trabalhado na Câmara, como “funcionário fantasma”.

Maia é o segundo gaúcho a assumir interinamente o cargo de presidente desde 1992, quando Ibsen Pinheiro (PMDB) ocupou a vaga. “Eu também sou o segundo ex-metalúrgico (se referindo a Luiz Inácio Lula da Silva), o que nos orgulha enormemente e nos enche de alegria e responsabilidade.”

O deputado adiantou que diversas lideranças, especialmente do Rio Grande do Sul, já pediram para marcar audiência com ele para encaminhar demandas. Uma delas é o presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde, que irá a Brasília. Contudo, Maia ponderou: “Não encaminharei nenhuma decisão sem falar com a presidente Dilma. A minha intenção é assumir essa responsabilidade da forma mais discreta possível. Para qualquer reivindicação, iremos conversar com a presidente e com a equipe dela”.

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