Política

Malafaia diz que seu indiciamento pela Polícia Federal é uma safadeza

Pastor estaria envolvido em esquema de corrupção envolvendo cobranças de royalties da exploração mineral

Pastor estaria envolvido em esquema de corrupção envolvendo cobranças de royalties da exploração mineral
Pastor estaria envolvido em esquema de corrupção envolvendo cobranças de royalties da exploração mineral Foto : Chello / FramePhoto / Folhapress / CP Memória
O pastor Silas Malafaia, líder da Associação Vitória em Cristo, chamou de “canalhice” e “patifaria” seu indiciamento pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro. Ele recebeu um cheque de R$ 100 mil em doação para a igreja, sendo que o valor, de acordo com a PF, é oriundo de um esquema de corrupção envolvendo cobranças judiciais de royalties da exploração mineral.

Malafaia sustenta que não sabia que o dinheiro era de origem ilícita. Já a PF investiga se ele teria liberado contas correntes de uma igreja para que o montante fosse “lavado”. “O indiciamento foi dia 16 de dezembro e a notícia está sendo requentada por bandidos”, disse Malafaia à reportagem, por telefone, aos gritos, nesta sexta-feira. Ele se referiu à data em que foi alvo de mandado de condução coercitiva para prestar depoimento à PF.

“Já mostrei extrato bancário, já mostrei que não tenho nada a ver com essa patifaria, essa canalhice. Recebi o cheque, depositei na minha conta, mandei R$ 70 mil para a igreja. Roubaram mais de R$ 70 milhões e eu virei a estrela?"

Em 16 de dezembro do ano passado, o pastor foi alvo de mandado de condução coercitiva – quando o investigado é levado a depor e liberado.

A Operação Timóteo investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).