Maroni busca apoio de Juliana Brizola para compor chapa à Prefeitura de Porto Alegre

Maroni busca apoio de Juliana Brizola para compor chapa à Prefeitura de Porto Alegre

Apesar de aliança ser confirmada por Rodrigo, o PDT avalia situação como incerta

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Lucas Rivas / Rádio Guaíba

Apesar de aliança ser confirmada por Rodrigo, o PDT avalia situação como incerta


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Disposto a concorrer à Prefeitura de Porto Alegre, o deputado estadual Rodrigo Maroni (Podemos) buscou apoio da colega de Assembleia Juliana Brizola (PDT) para compor uma chapa em 2020. Depois de se reunir com a trabalhista, nesta quinta-feira, durante ato do funcionalismo contra o pacote de reformas do governo estadual, na Praça da Matiz, Maroni chegou a afirmar que a aliança entre os dois já havia sido selada.

Lideranças do PDT dizem, no entanto, que seguem fazendo reuniões com outros partidos a fim de debater as estratégias para o pleito. Em nota, Juliana Brizola assegurou que ainda não há nada definido, mas disse simpatizar com a defesa de Maroni em prol do servidor público. “Estamos conversando com várias siglas partidárias para viabilizar um projeto transformador para Porto Alegre, ainda não fechamos absolutamente nada, até porque isso se dará através das instâncias partidárias. Ainda estamos no início das conversações, isso quer dizer que ainda há muita água para passar por debaixo dessa ponte”, explicou.

Juliana Brizola também afirmou que busca construir uma chapa não polarizada em Porto Alegre. “O importante é garantir uma construção coletiva, que nos viabilize na eleição. Assim, pretendemos apresentar um projeto que não ande para trás, em vez de aderir a uma polarização que não contribuiu em nada para o Brasil. Vamos apresentar um projeto realizado por várias mãos, mas que terá o PDT dirigindo o caminhão”, emendou.

Convicto, Rodrigo Maroni ainda declarou que a definição para a escolha do nome que vai encabeçar a chapa, entre ele e Juliana, pode ocorrer entre março e junho do ano que vem.

No PDT, a intenção de lançar Juliana ganha força a cada agenda da executiva nacional. Além disso, a candidatura da trabalhista também é vista como uma estratégia de Ciro Gomes para as próximas eleições a presidente da República.


No entanto, no tabuleiro político, o PDT mostra certo distanciamento dos demais partidos de esquerda, que podem vir a compor uma frente ampla para disputar a Prefeitura. PCdoB, PT e PSol fazem reuniões para tirar do papel a construção da aliança. Manuela d’Ávila, cotada para compor a frente, já declarou que pretende discutir com Juliana também o apoio do PDT.