Marta Rossi depõe em impeachment de Marchezan e defende publicidade fora de Porto Alegre

Marta Rossi depõe em impeachment de Marchezan e defende publicidade fora de Porto Alegre

Testemunha foi apresentada como uma das figuras mais atuantes nos eventos turísticos da Serra Gaúcha

Aristoteles Junior / Rádio Guaíba

A empresária Marta Rossi testemunhou como uma das figuras mais atuantes nos eventos turísticos da Serra Gaúcha

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Após duas tentativas fracassadas de depor em videoconferência, a empresária Marta Rossi compareceu, na manhã desta quinta-feira, à sessão da comissão que analisa o impeachment de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) na Câmara Municipal de Porto Alegre. A testemunha, apresentada como uma das figuras mais atuantes nos eventos turísticos da Serra Gaúcha, foi questionada sobre a importância da publicidade no setor.

De acordo com Marta Rossi, a Capital apresentou um grande desenvolvimento nos últimos anos – especialmente no turismo empresarial para o setor de saúde. Questionada pelo relator da comissão, vereador Alvoni Medina (Republicanos), ela reconheceu que um dos fatores determinantes para o crescimento – na ordem de 5% – foi o investimento em publicidade.

Nesse âmbito, a empresária defendeu o uso de recursos da Prefeitura para a inserção publicitária em outras cidades. “Temos de pensar macro. Diria nós temos de pensar grande e, empresarialmente, não podemos erguer barreiras que dificultem o processo de crescimento do turismo”, afirmou Marta Rossi, provocada pelo advogado de Marchezan, Roger Fischer.

“Imagem de Porto Alegre não é de corrupção”

O vereador Ramiro Rosário (PSDB) citou, ao longo do depoimento, alguns dos escândalos de corrupção noticiados na Capital – como, por exemplo, os desvios na Procempa. De acordo com Marta Rossi, essa não é a imagem da cidade no resto do Brasil. “Porto Alegre tem uma imagem de seriedade no mercado. O gaúcho tem a imagem de seriedade”, ressalta.

O emprego de recursos em publicidade é a peça central da denúncia acatada contra Marchezan na Câmara. Os parlamentares discutem, principalmente, o uso de R$ 2,4 milhões do Fundo Municipal de Saúde em uma campanha de conscientização contra a Covid-19 – veiculada em rádio e televisão. Outro argumento é de que a Capital exportou algumas peças, especialmente para a região Sudeste do país.

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Na terça-feira, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta classificou como “míope” a acusação. O entendimento foi compartilhado no depoimento desta quinta, envolvendo a empresária. Ela foi a terceira testemunha a falar na comissão, que ainda tem outros sete nomes arrolados pela defesa do prefeito de Porto Alegre. O prazo final para a conclusão dos trabalhos é o dia 9 de novembro.


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