MP-RJ diz que Queiroz pode estar envolvido em morte em 2003

MP-RJ diz que Queiroz pode estar envolvido em morte em 2003

Ele é acusado de operar esquema de atividades financeiras suspeitas no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do RJ

Por
R7

O novo prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias


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No terceiro dia de prisão domiciliar, Fabrício Queiroz apareceu na varanda do apartamento, no Rio de janeiro. Sem camisa e de cabeça baixa, ele pegou sol por alguns minutos. Em um rápido movimento em que mexe as pernas, é possível ver a tornozeleira eletrônica.

Logo depois, aparecem a filha e a esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, que também cumpre prisão domiciliar. No final da tarde, ela voltou a aparecer na sacada. Com cabelos mais escuros, a esposa de Queiroz aparentava estar abatida. Márcia, que ainda está sem a tornozeleira, estava foragida e tem até sexta feira para se apresentar à secretaria de administração penitenciária.

Queiroz deixou o presídio na última sexta feira por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. A defesa alega que ele tem problemas de saúde - se trata contra um câncer - e que Márcia precisaria auxiliar o marido em casa.

Fabrício Queiroz é acusado de ser o operador de um esquema de atividades financeiras suspeitas no gabinete do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Mal chegou em casa e Fabrício Queiroz teve o nome envolvido em outro caso polêmico. Um assassinato ocorrido em 2003, quando ainda atuava como PM, e que foi registrado como homicídio por confronto com a polícia. O Ministério Público do Rio aponta falhas na investigação, e diz que Queiroz participou da operação e pode estar envolvido na morte de um homem.

Anderson Rosa de Souza, de 29 anos, foi morto em uma ação da PM na comunidade Cidade de Deus. Os promotores apontam que não foram feitos exames dos fuzis nem perícia de resíduos de balas, além da falta de depoimentos para concluir o inquérito.

Queiroz participou da operação com Adriano da Nóbrega, ex-policial militar que se envolveu com uma milícia e foi morto em fevereiro desse ano, no interior da Bahia. O novo prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias.


A defesa do senador Flávio Bolsonaro pediu o bloqueio da ação, alegando que o Ministério Público do Rio de Janeiro dispensou tratamento diferenciado a investigados em idêntica condição processual. O caso usado pela defesa é do deputado estadual Marcio Pacheco.