“Ninguém vive seguro diante de ameaças”, afirma Freixo sobre desistência de Jean Wyllys

“Ninguém vive seguro diante de ameaças”, afirma Freixo sobre desistência de Jean Wyllys

Deputado federal reeleito anunciou que não voltará ao Brasil devido a ameças de morte

Correio do Povo e Rádio Guaíba

"Ninguém vive seguro diante de ameaças", afirma Marcelo Freixo sobre desistência de Jean Wyllys

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Diante da decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) de desistir do mandato e deixar o Brasil por questões de segurança, o deputado federal eleito Marcelo Freixo, mostrou-se solidário com as motivações do colega de bancada. “Ninguém vive seguro diante de ameaças. Eu convivo com ameaças há dez anos e ando com escolta por conta disso. Não é uma coisa fácil”, afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba, nesta sexta-feira.

“É compreensível que a pessoa não queira viver assim. Jean sofre com casos isolados de ódio e a gente está com um governo que estimula e alimenta isso”, observou Freixo, que manifestou a apoio à decisão.

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Conforme o deputado, a desistência de Wyllys sobre seu cargo na Câmara dos Deputados reflete uma crise profunda no Brasil. “A gente tem que respeitar porque é uma decisão pessoal dele. É uma decisão corajosa do Jean abrir mão do próprio mandato, que é um caminho contrário do que as pessoas fazem, elas fazem de tudo para manter. Já outras pessoas fazem deboche e tripudiam um momento como esse que é muito crítico para a democracia brasileira”, complementou.

“É preciso cuidar da vida”

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, em março de 2018, despertou um alerta para o PSol sobre a vida dos seus parlamentares. “Desde o episódio de Marielle, mostrou-se uma razão concreta que é preciso cuidar da vida. O crime vai completar 11 meses sem solução e a gente precisa falar disso. A vida dela não é mais importante que a de ninguém, mas o crime foi feito por um grupo contra uma pessoa, e isso pode acontecer com qualquer um que não seja político”, afirmou. “É uma vergonha 11 meses depois não ter sido esclarecido. Não podemos abrir mão de respostas.”

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