Novembro terá definições na corrida presidencial

Novembro terá definições na corrida presidencial

Prévias no PSDB, destino político de Jair Bolsonaro e a filiação de Moro são alguns movimentos relacionados à disputa pelo Planalto

Correio do Povo

Leite e Doria em um talk show do Infra Brazil GRI 2021, recentemente, em São Paulo

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O mês de novembro promete trazer algumas definições em relação à corrida pelo Palácio do Planalto, em 2022. A expectativa é grande em relação ao destino político do presidente Jair Bolsonaro, o resultado das prévias do PSDB e a confirmação da pré-candidatura do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro são algumas das articulações políticas aguardadas para as próximas semanas. 

No caso do PSDB, a disputa entre os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, está cada vez mais acirrada. A escolha está prevista para o dia 21 de novembro. O ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio também está na corrida. 

Na semana passada, a campanha de Leite recebeu o reforço do senador Tasso Jereissati (CE), que já tinha anunciado apoio ao gaúcho, ao deixar a disputa interna. Porém, com a proximidade da escolha, Jereissati se licenciou do cargo de senador para atuar mais na campanha de Leite. O afastamento é pelo período de quatro meses, valendo até fevereiro de 2022.

No final de semana passado, inclusive, Jereissati acompanhou o governador gaúcho em uma parte da maratona pelo Nordeste e Norte, onde recebeu apoios. Com a conclusão do roteiro, Leite viajou ontem para Glasgow, na Escócia, para participar da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP26. Ele retorna no próximo sábado. 

No evento, Leite e Doria poderão se encontrar. Isso porque o governador paulista chegou no sábado e já participou de reuniões e palestras. Antes, Doria participou, junto com uma comitiva de empresários, de uma série de encontros nos Emirados Árabes Unidos. No roteiro, fez anúncios de parcerias e acordos.

Nas redes sociais, ambos os candidatos têm enaltecido os apoios conquistados de diretórios e de lideranças. Para votar nas prévias, os filiados, com ou sem mandato, deverão se cadastrar até o dia 14. Após, o partido terá o mapa dos votos, assim como a distribuição pelas regiões do país. 

Republicanos, PP e PL na mira do presidente

Na cidade italiana de Anguillara Veneta, Itália, o presidente Jair Bolsonaro disse ser cada vez mais urgente se filiar a um partido político para disputar a reeleição em 2022. Bolsonaro reconheceu que o tempo está ficando curto para a definição e cogitou que uma decisão possa ocorrer na próxima semana. 

“Tenho três namoradas, duas vão ficar chateadas”, disse. Segundo ele, os partidos que podem o acolher  são o Republicanos (ex-PRB), PL e PP. “Cada dia um na frente na bolsa de apostas”. Muitos parlamentares da base aliada do governo são filiados ao Republicanos. E, na semana passada, Bolsonaro teria se reunido em seu gabinete com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira. 

Segundo o presidente, mais de 30 parlamentares podem seguir com ele no partido que escolher. “Além dos 50 parlamentares em média que cada um dos partidos já tem, será o maior partido do Congresso”. 

Bolsonaro foi eleito, em 2018, pelo PSL, mas deixou a sigla, no ano seguinte, após desentendimentos com a cúpula. Porém, parte da tropa de choque do governo na Câmara ainda está no PSL, como o filho Eduardo Bolsonaro (SP) e as deputadas federais Carla Zambelli (SP) e Bia Kicis (DF). 

Desde que ficou sem partido, Bolsonaro tentou colocar em pé o Aliança pelo Brasil. Porém, ele não conseguiu  o número de assinaturas  para consolidar o novo partido junto à Justiça Eleitoral. 

Moro deverá se definir nos próximos dias

Está agendada para o próximo dia 10 de novembro a filiação do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro ao Podemos, em evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A expectativa é que ele confirme antes se entrará ou não na disputa pela presidência da República. 
No final da semana passada, Moro rescindiu o contrato com a consultoria Alvarez & Marsal, que tem sede em Washington, onde ele estava residindo atualmente. Ontem, ele retornou a Curitiba (PR). Amanhã, o ex-juiz deverá seguir para Brasília, onde deve se encontrar com parlamentares e lideranças partidárias. 

Internamente, o Podemos prevê que a confirmação da sua pré-candidatura à presidência ocorra antes da filiação. “O Podemos já o convidou para disputar a Presidência”, afirmou a deputada federal e presidente do Podemos, Renata Abreu. A relação de Moro com a legenda teria sido construída a partir da amizade com o senador Alvaro Dias (PR). Ontem, o Podemos divulgou o convite oficial para a filiação com o slogan: “Juntos, podemos construir um Brasil justo para todos”.

No rol das recentes filiações relacionadas à disputa presidencial está a de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, que deixou o Dem e filiou-se ao PSD, legenda comandada pelo ex-ministro Gilberto Kassab, na semana passada. Pacheco negocia a filiação desde que recebeu o apoio do PSD para a eleição da presidência do Senado e já havia confirmado a aliados a decisão. Agora, Pacheco avança na preparação de sua pré-candidatura ao Planalto.


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