Nunes Marques vota contra considerar atuação de Moro parcial

Nunes Marques vota contra considerar atuação de Moro parcial

Placar fica em 3 a 2 contra tese que torna ex-presidente Lula elegível, mas ministra Cármen Lúcia poderá alterar voto e resultado

R7

Nunes Marques não deu maioria à tese de que Moro foi parcial ao julgar Lula

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, votou nesta terça-feria contra a tese de suspeição do ex-juiz Sergio Moro em processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Com isso, o resultado do julgamento da Segunda Turma do STF ficou em 3 a 2 contra o entendimento de que Moro agiu determinado a condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá. A ministra Cármen Lúcia, uma das que haviam votado contra a tese em 2018, no entanto, afirmou que leria um voto, o que poderia alterar o resultado final.

A ação foi movida pela defesa do ex-presidente. Os advogados apontam diversas ações de Moro para justificar a tese de suspeição, como o grampo feito ao escritório de defesa do ex-presidente e a condução coercitiva para depoimento em 2016 sem que Lula tivesse sido intimado previamente.

O julgamento foi iniciado em 2018 e teve dois votos contra o pedido da defesa da Lula, o do relator da ação, o ministro Edson Fachin, e o da ministra Cármen Lúcia. A análise foi retomada no início de março, após Fachin decidir, em outro processo, anular as condenações de Lula apontando que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha a prerrogativa de julgar casos envolvendo Lula porque não ficou comprovada ligação com desvios da Petrobras - tema de apuração da Operação Lava Jato, no Paraná.

Na retomada do julgamento, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor da tese da parcialidade de Moro, empatando a votação. Nunes Marques havia pedido vista

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