Onyx prevê liberação de segundo lote de auxílio na próxima semana

Onyx prevê liberação de segundo lote de auxílio na próxima semana

Ao comentar sugestão de "lockdown", ministro afirmou que presidente Bolsonaro "nunca negou a ciência"

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Gustavo Chagas/Rádio Guaíba

De acordo com ministro, mais de 50,5 milhões de brasileiros já receberam o benefício nos 31 dias de vigência do programa


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O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, fez um balanço da liberação do auxílio emergencial para trabalhadores informais, autônomos e desempregados. A manifestação foi feita em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Rádio Guaíba, nesta quinta-feira. Ele projetou, para a próxima semana, a liberação da próxima parcela do auxílio de R$ 600. O ministro da Cidadania ressaltou que aqueles que não retiraram a primeira parte do benefício não vão perdê-lo até o dia 2 de julho.

De acordo com o titular da pasta, mais de 50,5 milhões de brasileiros já receberam o benefício nos 31 dias de vigência do programa. A verba liberada alcançou a ordem de R$ 35 bilhões. “Nós vamos anunciar, provavelmente, até o final da semana, o início do pagamento da segunda parcela já na semana que vem. Numa metodologia que nós vamos acertar ao longo do dia de hoje e amanhã com a Caixa e validar com o presidente Bolsonaro”, estimou.

“O presidente Bolsonaro já mandou uma suplementação de R$ 25,7 bilhões àqueles primeiros R$ 98 bilhões que nós tínhamos aqui. Nós temos os recursos suficientes para fazer esses três pagamentos”, completou.

"O governo nunca negou a ciência”

O ministro da Cidadania também analisou a possibilidade de quarentena total em algumas localidades do país. O chamado lockdown foi cogitado pelo ministro da Saúde, Nelson Teich. Onyx Lorenzoni disse não haver contradição entre a discussão e a posição do presidente Jair Bolsonaro, que sempre se manifestou contrário a medidas mais rígidas de confinamento.

“O presidente, com equilíbrio, sempre se posicionou no sentido de haverem medidas que fossem flexíveis”, avaliou. “A troca do comando no Ministério da Saúde não se deve apenas a isolamento ou lockdown, se deve a um conjunto de situações”, completou ao falar da demissão de Luiz Henrique Mandetta.

Lorenzoni elogiou o trabalho de Nelson Teich e disse que o governo Bolsonaro valoriza a ciência. “O ministro Nelson Teich se move, e ele diz sempre com serenidade e com firmeza, em cima da ciência. E o governo nunca negou a ciência, ao contrário. O governo abriu o espaço, pela palavra do presidente, para que a ciência brasileira discutisse esta ou aquela alternativa”, sustentou.


Sobre a saída de Sergio Moro do governo de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni disse que o assunto foi superado pelo Palácio do Planalto. Segundo o chefe da pasta da Cidadania, o presidente nunca fez qualquer imposição ao ex-juiz durante sua gestão no Ministério da Justiça e Segurança Pública.