Em outra linha, o PPS entra, amanhã, com uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de inquérito para investigar suposto enriquecimento ilícito do ministro da Casa Civil, com base no aumento de patrimônio de Palocci em 20 vezes, revelado em reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A oposição quer saber a origem do dinheiro usado para comprar um apartamento em São Paulo, de R$ 6,6 milhões, e um escritório de R$ 882 mil.
O PSDB anunciou também que vai apresentar requerimentos de informação ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), à Receita Federal e à Controladoria-Geral da União para verificar se esses órgãos detectaram a existência de movimentações financeiras atípicas da Projeto e de Palocci.
Os líderes dos partidos cobram explicações. "O ministro precisa justificar sua evolução patrimonial. Muitos petistas tiveram enriquecimento evidente, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente Lula dando palestras milionárias. O governo não pode ser ponte para negócios", disse ACM Neto.