Palavras perderam sentido no Brasil, diz Barroso sobre vazamento de informações

Palavras perderam sentido no Brasil, diz Barroso sobre vazamento de informações

Ministro do Supremo ordenou investigação sobre ação sigilosa contra o presidente Michel Temer

Agência Brasil

Ministro do Supremo ordenou investigação sobre ação sigilosa contra o presidente Michel Temer

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesse dia 7 que "as palavras perderam o sentido no Brasil", ao comentar sua ordem para investigar o vazamento de informações sobre uma ação sigilosa determinada por ele contra o presidente Michel Temer. "É um procedimento sigiloso", reafirmou Barroso, numa breve declaração antes da sessão plenária do STF.

O ministro determinou a abertura de investigação para apurar o vazamento da decisão em que determinou a quebra do sigilo das movimentações financeiras de Temer. Barroso impôs segredo de Justiça sobre a quebra do sigilo, cuja ordem foi encaminhada ao Banco Central para cumprimento. A decisão, porém, foi divulgada pelo site da revista Veja, embora a publicação não tenha dado detalhes sobre o teor do documento.

Após a divulgação, a defesa de Temer foi ao STF pedir acesso à decisão. Pouco depois, ao determinar a investigação do vazamento, Barroso ressaltou que a petição da defesa trazia o número referente ao processo no sistema do STF, embora a informação se refira a procedimento "absolutamente sigiloso". Na noite dessa terça-feira a defesa de Temer divulgou nota na qual afirma não ter tido acesso a vazamento de informações, uma vez que "os números citados nas petições, requerendo acesso a procedimentos de eventual quebra de sigilo bancário, foram obtidos em consulta ao Diário de Justiça Eletrônico, disponível no site do Excelso Supremo Tribunal Federal".

Inquérito

A quebra do sigilo de Temer foi determinada por Barroso no inquérito sobre o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S.A. com a edição do decreto do Portos (9.048/2017), assinado por Temer em maio do ano passado. O ministro é o relator da investigação, autorizada por ele em setembro do ano passado a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e com base nas delações premiadas de executivos da empresa JBS.

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