Paulo Guedes atribui desemprego em massa a excesso de encargos trabalhistas
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Paulo Guedes atribui desemprego em massa a excesso de encargos trabalhistas

Em entrevista exclusiva à Record, ministro da Fazenda citou desaceleração econômica do Brasil nos últimos anos e projetou crescimento para 2020

Por
Correio do Povo

Paulo Guedes projetou crescimento da economia do país acima de 2% em 2020

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O ministro da Fazenda Paulo Guedes concedeu entrevista exclusiva para o Jornal da Record. O material foi exibido na noite desta sexta-feira. Em sua fala, Guedes falou sobre o desemprego em massa no país, projetou o crescimento do Brasil para o ano que vem e falou mais uma vez sobre a CPMF.

O ministro criticou fortemente os altos impostos trabalhistas cobrados no país, e disse que há uma dificuldade de empreender por conta disso. Também citou os juros e impostos altos que atrapalham o surgimento de novos negócios. "Esses encargos são perversos, e criaram o fenômeno do desemprego em massa no Brasil", criticou.

Segundo ele, a economia brasileira foi vítima de desaceleração nos últimos 20 ou 30 anos. Na avaliação de Guedes, a economia, que era uma das que mais crescia no mundo, passou a sofrer com juros altos e perdeu a dinâmica de crescimento. "Leva algum tempo, mas vamos recuperar. A taxa de desemprego caiu e vai continuar caindo", afirmou.

Mais uma vez, voltou a afirmar que a volta da CPMF está descartada. Disse que Bolsonaro assumiu o compromisso e que a última pessoa a cogitar o retorno do tributo foi demitida. "Estamos estudando alternativas", resumiu.

Ele também citou a necessidade de "acertar o passo" juntamente com Senado e Câmara dos Deputados para dar andamento à Reforma Tributária. Disse, ainda, que a Reforma da Previdência está atrasada há mais de 20 anos no país e citou o objetivo de reformar o Estado brasileiro com uma "descentralização de recursos".

Para 2020, o ministro da Fazenda projetou um crescimento acima de 2%. Citou outras economias do mundo que têm crescimento acima de 3%, como os países asiáticos, e falou sobre o potencial desperdiçado do Brasil, que poderia crescer acima de 4%. "Ano que vem vai ser bem melhor que esse", finalizou.