Plebiscito sobre privatização de estatais entra no debate eleitoral

Plebiscito sobre privatização de estatais entra no debate eleitoral

Adversários temem que situação favoreça José Ivo Sartori

Taline Oppitz

Plebiscito sobre privatização de estatais entra no debate eleitoral

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O tema do plebiscito sobre a privatização da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás, que o governo José Ivo Sartori tenta viabilizar na Assembleia, ingressou, definitivamente, na pauta do debate eleitoral deste ano. Mais do que a resistência de adversários de Sartori, principalmente partidos de oposição, como o PT, às privatizações em si, o pano de fundo das discussões tem viés exclusivamente político.

O discurso oficial é o de que a realização do plebiscito irá “contaminar” o debate, colocando em segundo plano problemas prioritários enfrentados no Rio Grande do Sul, como as fragilidades na segurança pública, a falta de investimentos e os atrasos na folha dos servidores do Executivo.

A narrativa é a mesma praticamente entre todos os partidos que disputarão o Piratini, considerando a oposição, mas também partidos que até pouco estavam na base de Sartori e que agora optaram pelo protagonismo, casos do PSDB e do PP. Na prática, no entanto, a resistência tem como pano de fundo, no caso do PT, o temor de que se consultada, a população gaúcha autorize as privatizações ou as federalizações das estatais.

Ampliando a análise, considerando o PT e os demais partidos classificados como independentes, há percepção de que Sartori irá se beneficiar politicamente com a realização do plebiscito junto com as eleições deste ano. Não por acaso, pré-candidatos como Eduardo Leite (PSDB) e Luis Carlos Heinze (PP) classificaram a tentativa do governo de inoportuna e eleitoreira. Ambos defendem a realização da consulta popular, mas somente em 2019. No mesmo caminho, está o pré-candidato do PDT, Jairo Jorge. Por ora, a voz dissonante, é a do pré-candidato do Novo, Mateus Bandeira, que apoia a viabilidade da consulta no dia 7 de outubro.

Primeiro embate no dia 15

Com a realização do encontro da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), amanhã e quinta-feira, em Gramado, o primeiro embate para tentar realizar o plebiscito ocorrerá no dia 15, na reunião da mesa diretora da Assembleia.

Em relação ao projeto que sintoniza legislação estadual com resolução do Tribunal Superior Eleitoral, ampliando o prazo do Executivo para encaminhar o processo ao Tribunal Regional Eleitoral para julho, a queda de braço se tornará efetiva a partir de 25 de maio. A proposta foi protocolada com regime de urgência, o que limita sua tramitação a no máximo 30 dias. Na data, ela passará a trancar a pauta em plenário.

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