Plenário da Câmara deve votar hoje perda do mandato de Flordelis

Plenário da Câmara deve votar hoje perda do mandato de Flordelis

Deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, Anderson do Carmo

R7

Deputada federal Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, Anderson do Carmo

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O plenário da Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (11) o relatório do Conselho de Ética que recomenda a perda de mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser a mandante do assassinato do marido. A informação foi divulgada pelo presidente da Casa, Arthur Lira, nesta terça-feira (10). "A programação é votar o processo, infelizmente, de cassação da deputada Flordelis e o PL da tributária."

Flordelis é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ter mandado matar o marido, o pastor Anderson do Carmo. Ele foi morto a tiros na casa da família, em Niterói (RJ), em 16 de junho de 2019. A deputada nega a acusação.

No início de junho, o Conselho de Ética decidiu pela cassação do mandato por 16 votos a 1 - o único voto contrário foi o do deputado Márcio Labre (PSL-RJ). A decisão final precisa passar pelo crivo do plenário da Câmara. São necessários 257 votos, a maioria absoluta, para a cassação de um mandato parlamentar. A votação deve ser aberta e nominal.

O parecer do deputado Alexandre Leite (DEM-SP) aponta que a parlamentar não conseguiu provar sua inocência. Segundo o relatório, Flordelis tentou usar o mandato para cooptar um de seus filhos para assumir a autoria do crime, era a única da família com recursos para comprar a arma e também teria abusado de prerrogativas parlamentares. Sete filhos da deputada foram presos acusados de envolvimento no caso. Ela não pode ser presa em razão da imunidade parlamentar.

Júri popular

A deputada responde às acusações de homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima –, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada. Em maio, a Justiça decidiu que Flordelis e mais nove acusados pela morte do pastor vão a júri popular. A data ainda não foi definida.

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