Embora defenda uma postura unitária da coligação, formada ainda por PHS, PRP, PPS e PSL, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), ressaltou que a decisão de apoiar Aécio Neves já está tomada. Desde segunda-feira, Marina Silva discute com líderes da Rede Sustentabilidade, partido criado por ela, mas que ainda não tem registro oficial, qual o caminho a ser seguido no segundo turno. Dirigentes do PSB reúnem-se quarta-feira em Brasília para tratar do assunto.
“O PPS, no trágico falecimento do então candidato (da coligação à Presidência) Eduardo Campos foi o partido que (primeiramente) defendeu a Marina, quando outros (da coligação, entre eles o PSB) não tinham definido ainda. O PPS tem autonomia para definir o que deve fazer da sua vida”, afirmou Freire.
Para o dirigente do PPS, a candidatura de Aécio Neves é a única forma de unir todas as correntes da oposição. Segundo Freire, a união com o PSDB será “programática” e não apenas eleitoral. “Estamos conclamando todos os partidos em torno de compromissos. Compromissos que estão no programa da Marina, na sociedade, na ideia da mudança e na luta política pelo fim da reeleição e também na proposta da escola em tempo integral."
Roberto Freire destacou que, do ponto de vista da economia, existe uma identidade muito grande entre as duas equipes.