Presidente do PSL é alvo de ação da PF contra esquema de laranjas

Presidente do PSL é alvo de ação da PF contra esquema de laranjas

Mandados foram expedidos pelo Tribunal Eleitoral de Pernambuco

R7

Bivar é alvo da operação da Polícia Federal nesta terça-feira

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A Polícia Federal (PF) cumpre nove mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira para apurar possível prática de crimes eleitorais. O deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), presidente do PSL, está entre os alvos da ação. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo. 

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. As investigações apontam que representantes locais de um partido político teriam "ocultado/disfarçado/omitido" movimentações de recursos financeiros vindos do fundo partidário.

As autoridades buscam entender se o dinheiro teria sido usado para candidatura de mulheres de forma fictícia, em Pernambuco, com o objetivo de desvio, para que fosse aplicado onde o partido e gestores decidissem.

O nome da operação é Guinhol e faz referência a uma marionete, personagem do teatro de fantoches criado no século 19, diante da possibilidade de candidatas terem sido utilizadas exclusivamente para movimentar transações financeiras escusas. 

O outro lado 

A defesa de Bivar disse em nota que não há indícios de fraude no processo eleitoral, e acrescentou ver a operação com "muita estranheza" devido ao atual momento de turbulência política.

"A defesa enfatiza que o inquérito já se estende há 10 meses, já foram ouvidas diversas testemunhas e não há indícios de fraude no processo eleitoral. Ainda na visão da defesa, a busca é uma inversão da lógica da investigação, vista com muita estranheza pelo escritório, principalmente por se estar vivenciando um momento de turbulência política", disse o escritório de Ademar Rigueira, que responde pela defesa de Bivar e do PSL em Pernambuco.

Álvaro Antônio 

Há duas semanas, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais. Ele é suspeito de utilizar candidaturas de fachada para acessar recursos do fundo eleitoral nas eleições do ano passado. O ministro era, à época, presidente do PSL mineiro. Ao ministro foram imputados pela Polícia Federal os crimes de falsidade ideológica, associação criminosa e apropriação indébita.

Após a denúncia, Antônio foi convocado pela Comissão de Fiscalização e Controle do Senado para prestar esclarecimentos. A medida recebeu aval em votação simbólica, sem a presença de senadores do partido ou parlamentares alinhados ao governo. A audiência foi marcada para o dia 22 de outubro. Na condição de convocado, ele é obrigado a comparecer.


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