Procuradoria busca anular decisão de divulgação de imagens internas da Câmara de Porto Alegre
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Procuradoria busca anular decisão de divulgação de imagens internas da Câmara de Porto Alegre

Vídeo foi solicitado por vereador que desconfia de data em que foi protocolado impeachment contra Marchezan

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Samantha Klein / Rádio Guaíba

Vídeo foi solicitado por vereador que desconfia de data em que foi protocolado impeachment contra Marchezan

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Mais um capítulo da briga em torno do caso do quarto pedido de impeachment do prefeito Nelson Marchezan Júnior está em redação. A Procuradoria da Câmara de Vereadores de Porto Alegre vai ingressar, nesta quinta-feira, com recurso para tentar derrubar a decisão que determina a entrega de imagens do circuito interno de monitoramento da Casa à Justiça. "É uma questão de segurança", defende a presidente do Legislativo municipal, Mônica Leal.

A 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre atendeu, nesta quarta-feira, à solicitação do vereador Moisés Barboza (PSDB), que pediu acesso às imagens dos corredores. O parlamentar quer conferir a circulação de pessoas na data em que foi protocolado o pedido de impeachment. O vereador suspeita que o texto não foi protocolado na data indicada pela presidência da Câmara.

O juiz Fernando Diniz determinou a imediata disponibilização das imagens integrais dos dias 19, 20 e 21 de agosto, incluindo vídeos dos setores de entrada, corredores de acesso a gabinetes e setor da presidência da Câmara. Já a Procuradoria da Câmara, no recurso, vai argumentar que não deve entregar o material devido à segurança e intimidade das pessoas, pois há caixas eletrônicos e agência dos Correios que serve correspondente do Banco do Brasil. "Vejo com surpresa que a preocupação dos vereadores da base do governo não seja com o teor das denúncias, mas com o denunciante. O vereador Moisés Barbosa está fazendo acusações graves como prevaricação e falsidade ideológica contra funcionários da Casa", ressalta a presidente.

Na última segunda-feira, a Câmara rejeitou o pedido de impeachment por 22 votos a 11. No pedido, o eleitor de Porto Alegre Cláudio Francisco Mota Souto elencou irregularidades supostamente cometidas na gestão tucana, tais como prática de nepotismo, descumprimento da lei da reforma administrativa e irregularidades em contratações do Banco de Talentos.