Protesto e tensão em frente a Assembleia antes da votação da PEC do Plebiscito
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Protesto e tensão em frente a Assembleia antes da votação da PEC do Plebiscito

Rojões foram lançados na Praça da Matriz e gradis foram forçados por manifestantes

Por
Correio do Povo e Rádio Guaíba

Servidores aguaram votação na frente da Assembleia Legislativa

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O clima esquentou entre manifestantes contrários a retirada da necessidade de um plebiscito da lei para vender a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Rio Grandense de Mineração (CRM) e da Sulgás e policiais que cercam a Assembleia Legislativa para manter a segurança na região. Postados na Praça da Matriz, os servidores exigem a entrada no plenário onde ocorrerá a votação na tarde desta terça-feira.

“O cercamento é medo dos deputados da base do governo Eduardo Leite por falta de argumentos. Quem argumentos para convencer a população de retira-lá da participação popular, não precisa deste aparato que falta nas nossas comunidades”, declarou o deputado Jeferson Fernandes (PT). “Vivemos em uma democracia e, pela primeira vez, estão cerceando o nosso direito de entrada na Casa do Povo. Não querem nos ouvir, pois as empresas são vitais para a economia gaúcha”, afirmou Eduardo Dias, funcionário da CEEE, presente desde segunda-feira na praça. 

Rojões foram lançados e causaram grandes estrondos e fumaça na região. Alguns manifestantes empurraram os gradis para ter acesso ao local, mas recuaram antes da chegada de soldados da Brigada Militar. Um ovo foi arremessado contra um assessor parlamentar que entrava na Assembleia. Segundo manifestantes ouvidos pela reportagem da Rádio Guaíba, ele debochava daqueles que estão protestando.

Munidos com bandeiras, instrumentos musicais e faixas contra o fim do plebiscito, os manifestantes vaiavam todos os deputados da base de apoio do governo. Com as atitudes e com o som em alto volume, a Brigada Militar ampliou o número de soldados na área entre a praça e a assembleia.

A PEC

A votação desta terça-feira corresponde ao primeiro turno, já que alterações constitucionais necessitam de aprovação em duas etapas, com maioria absoluta de votos: 33 deputados, dos 55 componentes da Casa, precisam votar favoravelmente à matéria do Executivo. A PEC 272/19 foi protocolada pelo governador Eduardo Leite em 6 de fevereiro. Passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e por duas comissões de mérito: de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle e de Segurança e Serviços Públicos. Em todas, os pareceres dos relatores foram aprovados em reuniões extraordinárias pelo mesmo placar: nove votos favoráveis e três votos contrários.