PSL decide suspender deputados, mas nenhum será expulso

PSL decide suspender deputados, mas nenhum será expulso

Decisão da Comissão Executiva do partido ainda precisa ser analisada pelo Diretório Nacional, que dará a palavra final, na próxima segunda

Por
R7

Além de Eduardo Bolsonaro, outros 17 deputados serão atingidos


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A Comissão Executiva do PSL decidiu nesta quarta-feira pela suspensão, advertência e arquivamento de processos contra deputados. O partido ainda não divulgou nota oficial ou ata da reunião. O R7 Planalto apurou que não houve expulsões e as suspensões variam de doze a três meses. Por ter tido uma conduta considerada grave, o deputado Eduardo Bolsonaro deve ser suspenso por 12 meses. 

As decisões da Executiva ainda precisam ser aprovadas pelo Diretório Nacional do partido, que tem reunião marcada para a próxima segunda. As penalidades só terão efeito prático quando forem homologadas. As decisões da Executiva atingem 18 dos 20 deputados bolsonaristas que tiveram processos disciplinares apreciados no Conselho de Ética da legenda. O conselho já havia decidido pelo arquivamento dos processos contra Luiz Ovando (MS) e Guiga Peixoto (SP). 

Agora, a Executiva recomenda o arquivamento de mais dois processos. Os demais serão suspensos ou advertidos. Há suspensões de três a doze meses. 

Além de Eduardo Bolsonaro (SP), os parlamentares que têm as condutas analisadas pelo partido são: Alê Silva (MG), Aline Sleutjes (PR), Bia Kicis (DF), Bibo Nunes (RS), Carla Zambelli (SP), Cabo Junio Amaral (MG), Carlos Jordy (RJ), Coronel Armando (GO), Chris Tonietto (RJ), Daniel Silveira (RJ), Filipe Barros (PR), General Girão (RN), Hélio Negão (RJ), Luiz Phillippe de Orleans e Bragança (SP), Márcio Labre (RJ), Sanderson (RS) e Vitor Hugo (GO).


A bancada do PSL na Câmara tem 53 deputados e Eduardo Bolsonaro é o líder. Em caso de suspensão, ele terá que deixar a liderança. O parlamentar também é presidente do diretório estadual de São Paulo.