PSol oficializa Fernanda Melchionna e Márcio Chagas na disputa pela prefeitura de Porto Alegre

PSol oficializa Fernanda Melchionna e Márcio Chagas na disputa pela prefeitura de Porto Alegre

Em convenção, partido também lançou 34 candidatos à Câmara de Vereadores

Por
Henrique Massaro


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Em convenção realizada na noite desta quinta-feira, o PSol oficializou a chapa pura composta pela deputada federal Fernanda Melchionna, como candidata a prefeita de Porto Alegre, e pelo ex-árbitro de futebol Márcio Chagas da Silva, concorrendo a vice-prefeito. O partido lançou 34 candidatos à Câmara de Vereadores. Deste total, 41% são mulheres. A coligação é formada ainda pelo PCB e a UP (Unidade Popular pelo Socialismo).

Melchionna admitiu que haverá dificuldades chegar ao segundo turno devido ao baixo tempo de televisão, mas afirmou que, conseguindo vencer esta primeira etapa, tem mais chances diante de candidatos de direita do que candidaturas de esquerda que já estiveram no governo. Apesar disso, a quantidade de nomes dentro do mesmo espectro político pode representar votos dispersos. “É uma pena, porque queríamos fazer esse debate unificando todos que fazem oposição ao Bolsonaro, ao Eduardo Leite e ao Marchezan”, avaliou.

Antes da convenção, a candidata afirmou que entre suas propostas está o corte dos cargos de comissão, que, segundo ela, representaram um gasto de R$ 991 milhões à prefeitura em 2019. “Quero cortar 70%, porque quero governar com a inteligência da cidade, com os municipários e municipárias que conhecem muito o serviço público”, disse. Melchionna destacou a valorização dos movimentos populares e a necessidade de cobrar as dívidas de empreiteiras com o Executivo e a inadimplência de IPTU de imóveis de luxo.

Com mandatos como vereadora na Capital e deputada federal, Fernanda Melchionna esteve sempre no Legislativo e em oposição aos governos. De acordo com ela, a experiência de aprovação de projetos de lei, como da redução da tarifa do transporte coletivo, do combate ao assédio sexual nos ônibus e da ampliação da licença paternidade, a permitiu adquirir a experiência para concorrer ao Paço Municipal. “Fizemos tudo isso sem ter a caneta, agora achamos que é a hora de ter a caneta para mostrar essa experiência.”

Melchionna também ressaltou que o nome de Márcio Chagas como candidato a vice-prefeito representa um passo importante na luta antirracista. Chagas, que se filiou recentemente ao PSol, foi alvo de atos de racismo enquanto era árbitro de futebol. Durante a convenção do partido, transmitida pelas redes sociais, ele destacou que entre os objetivos de sua candidatura está ouvir as minorias que historicamente foram silenciadas.