Secretaria-Geral decidirá sobre liderança do PSL na Câmara, diz Maia
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Secretaria-Geral decidirá sobre liderança do PSL na Câmara, diz Maia

Parlamentares de lados opostos do partido apresentaram listas com assinaturas para definição do cargo

Por
Agência Brasil

Maia analisou que disputa interna no PSL não durará muito tempo


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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta quinta-feira que cabe à Secretaria-Geral da Mesa da Casa decidir quem é o líder do PSL, após alas opostas do partido apresentarem listas com assinaturas de parlamentares para a definição da liderança.

“É decisão da Secretaria-Geral da Mesa. É o que diz o regimento”, afirmou Maia ao deixar o Ministério da Economia, após reunião com o titular da pasta, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para debater a agenda de governo pós-aprovação da reforma da Previdência.

Segundo Maia, a secretaria vai checar as assinaturas e informar quem é o líder do partido. Estão na disputa os deputados federais Delegado Waldir (GO), atual ocupante do cargo, e Eduardo Bolsonaro (SP).

Integrantes do PSL têm sido alvo de investigações sobre suspeitas de uso indevido de recursos do Fundo Partidário. O presidente Jair Bolsonaro e um grupo de deputados da legenda pediram mais transparência sobre as contas da sigla. Na sexta-feira, Jair Bolsonaro e 21 parlamentares do partido requereram ao Diretório Nacional do PSL informações sobre o uso de recursos.

Áudio divulgado pelas revistas Época e Crusoé mostra o presidente Bolsonaro conversando com um interlocutor sobre a lista de assinaturas para a mudança na liderança do partido. Na manhã de hoje, ao deixar o Palácio da Alvorada, o presidente classificou a gravação de "desonestidade". “Eu falei com deputados, eles gravaram? Deram uma de jornalista? Eu converso com deputados. Eu não trato publicamente desse assunto, converso individualmente, se alguém grampeou o telefone, primeiro, é uma desonestidade”, disse.


Para o presidente da Câmara, a crise interna no PSL não atrapalha a tramitação de matérias. Ele acrescentou que acredita que as divergências não vão durar muito tempo. “Acredito que há um ambiente de modernização do Estado brasileiro que contamina a maioria absoluta daquela Casa. Não são brigas internas do partido A ou B que vão atrapalhar o prosseguimento da nossa pauta”, afirmou.