Sem greve, reunião de funcionários da Imesf define novas estratégias

Sem greve, reunião de funcionários da Imesf define novas estratégias

Presidente do Sindisaúde/RS pediu que trabalhadores não assinem aviso prévio de demissão

Eduardo do Amaral

Encontro reuniu cerca de 700 pessoas, dentre elas representantes de quatro sindicatos ligados a área da saúde

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Ficou para a próxima semana a definição de greve dos trabalhadores da saúde de Porto Alegre. Reunidos em assembleia na tarde de quinta-feira, os trabalhadores do Instituto Municipal da Estratégia de Saúde da Família (Imesf), decidiram convocar uma nova reunião para definir os rumos do movimento que quer evitar a demissão dos 1,8 mil funcionários do instituto. 

Com participação de aproximadamente 700 pessoas, e representantes de quatro sindicatos ligados a área da saúde, a reunião terminou com a convocação de uma nova assembleia. Embora os presentes se mostrassem dispostos à greve, os dirigentes optaram adiar a decisão alegando empecilhos legais, já que segundo eles uma paralisação do tipo precisa ser anunciada com três dias úteis de antecedência. 

O que ficou definido é que o grupo participará de uma audiência pública com a Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Os sindicalistas esperam a presença de aproximadamente 2 mil pessoas ao encontro, marcado para segunda-feira às 10h, que terá a participação do presidente da Cosmam, André Carús (MDB). 

Presidente eleito e atual secretário-geral do Sindisaúde/RS, Julio Jesien, defende que o Imesf entre mude seu regime para que os funcionários não sejam demitidos. "Que se transforme em uma empresa de direito público, que pode ser essa ou uma autarquia. O melhor dos mundos é um concurso público e os trabalhadores todos estatutário." Jesien afirma que o Sindisaúde/RS não era uma das entidades que protocolou ADIN questionando a letalidade do Imesf, mas reafirmou que para ele a situação atual e consequência da criação do instituto e não dá ação em si. "O início do problema está na criação de uma lei ilegal."

Ao falar com os presentes na assembleia, Jesien orientou que eles "não assinem" o aviso prévio de demissão caso recebam o documento durante a próxima semana. Os sindicatos já protocolaram ações judiciais para impedir as demissões. Além do Sindisaúde/RS também participaram representantes do Sindicato dos Enfermeiros no Estado Rio Grande do Sul (Sergs), Sindicato dos Odontologistas Estado do Rio Grande do Sul (Soergs); Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde (Sindacs/RS).

A saída deles deve ocorrer porque nesta semana o Superior Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a criação do Imesf. A decisão veio após o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) protocolada em 2011, ano de criação do instituto. E medida foi tomada por associações e sindicatos de classe que não queriam a criação do Ismef.


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