Senadores dos EUA pedem que Biden envie vacinas contra a Covid-19 para a América Latina

Senadores dos EUA pedem que Biden envie vacinas contra a Covid-19 para a América Latina

Estados Unidos disseram no fim de abril que planejam enviar para outros países até 60 milhões de doses da AstraZeneca

AFP

Eles observaram que, até agora, 77% dos que viajaram aos Estados Unidos vêm da América Latina e do Caribe

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Influentes senadores dos Estados Unidos pediram nesta sexta-feira que o governo de Joe Biden desenvolva uma "estratégia abrangente" para lidar com a crise da Covid-19 na América Latina e no Caribe, em particular enviando vacinas.

O senador democrata Bob Menéndez, à frente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e seus colegas Tim Kaine, democrata, e Marco Rubio, republicano, respectivamente presidente e membro do alto escalão do Subcomitê do Hemisfério Ocidental, expressaram suas preocupações em uma carta a Biden.

"É crucial que os Estados Unidos expandam seus esforços para garantir que as pessoas mais vulneráveis do mundo sejam vacinadas", escreveram eles. Nesse contexto, "pedimos que seja considerado especificamente o hemisfério ocidental".

Eles observaram que, até agora, 77% dos que viajaram aos Estados Unidos vêm da América Latina e do Caribe, muitos para visitar familiares. "Dada a frequência e o número de pessoas que viajam entre a região e os Estados Unidos, recomendamos o rápido desenvolvimento de um plano para compartilhar vacinas com os países necessitados", disseram.

Os legisladores elogiaram o governo Biden por sua anunciada disposição de enviar vacinas contra a Covid-19 para o México e o Canadá, e incentivaram a mesma disposição para a República Dominicana, Haiti, Jamaica, Bahamas e outros países do hemisfério.

Os Estados Unidos disseram no fim de abril que planejam enviar para outros países até 60 milhões de doses da vacina contra o coronavírus da AstraZeneca que não seriam necessárias internamente. Porém, não especificaram quantidades, datas ou países.

Menéndez, Kaine e Rubio ressaltaram "os benefícios estratégicos e de segurança nacional" de facilitar o acesso às vacinas para os vizinhos. "Sem o compromisso e a liderança dos Estados Unidos, nossos concorrentes continuarão se esforçando para aproveitar suas vacinas menos eficazes para coagir os países da América Latina e do Caribe a apoiar uma agenda diplomática hostil à nossa", alertaram.

Como exemplo, apontaram que no início de 2021 a China prometeu envios de vacinas para o Paraguai "em troca do governo paraguaio deixar de reconhecer Taiwan". A América Latina e o Caribe têm aproximadamente um terço do total de mortes por Covid-19 no mundo.

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