Sociedade de Engenharia do RS debate Reforma Administrativa em evento virtual

Sociedade de Engenharia do RS debate Reforma Administrativa em evento virtual

Governador Eduardo Leite participou da discussão nesta quinta-feira

Cláudio Isaías

Governador Eduardo Leite participou da discussão nesta quinta-feira

publicidade

A Reforma Administrativa talvez seja a única forma que o governo federal tenha para conseguir recursos financeiros para o programa do governo federal de manutenção das pessoas atingidas pela pandemia da Covid-19. A avaliação foi feita pelo presidente Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs), Luis Roberto Ponte, que nesta quinta-feira participou de uma videoconferência que abordou o tema "Reforma Administrativa e Reorganização do Estado, para Erradicar a Miséria".

Segundo ele, a Reforma Administrativa é o caminho para propiciar alguma receita as pessoas atingidas pela pandemia no próximo ano. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cancelou a participação no evento. Conforme Ponte, o caminho do desenvolvimento e da erradicação das injustiças no país passa pela oferta de trabalho para que a cidadão brasileiro possa se manter dignamente. "O lucro é o maior caminho para acabar com a miséria porque o lucro vira casa construída, vira fábrica e vira tudo que possibilita o desenvolvimento de uma sociedade", acrescentou.

Já Paulo Hartung, que foi deputado federal de 1991 a 1992 e ex-governador do Espírito Santo de 2003 a 2011 e 2015 a 2019, afirmou que pelo desenvolvimento é possível dar trabalho para que as pessoas possam se manter de maneira digna. "O discurso dos empresários e dos governantes deveria ser de acabar com a miséria", ressaltou. 

Segundo Ponte, o "Sergs Debates" teve a proposta de discutir pontos concretos da administração pública a serem alterados para minimizar as distorções e injustiças salariais dos quadros funcionais. "É preciso reorganizar a estrutura do estado visando extinguir os gastos com a burocracia, os privilégios, a corrupção, as aposentadorias precoces, os desperdícios e a má gestão", ressaltou. Outro grave problema que impede o desenvolvimento do país, segundo Ponte, é a estabilidade jurídica e a intromissão dos poderes na vida das pessoas. 

O governador Eduardo Leite falou sobre a situação estrutural do governo do Estado e as medidas tomadas pelo Executivo gaúcho para enfrentar a crise. "É importante reformar. No caso do governo , a gente precisava reduzir o crescimento vegetativo da folha salarial que gerava um aumento nas despesas de pessoal acima da receita corrente líquida. Se nada fosse feito teríamos todo o ano um aumento do custo da folha de pagamento", explicou. Segundo Leite, não é admissível que a máquina pública continuasse tendo aumentos e reajustes desconectados com a situação econômica da sociedade.

O debate contou ainda com as presenças do secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, da ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão e hoje coordenadora do Comitê de Dados que coordena o modelo de Distanciamento Controlado, Leany Lemos, e dos ex-governadores do Estado, Pedro Simon e Germano Rigotto, o presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo, do senador Lasier Martins, e do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Cezar Miola, como espectadores.


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895